Slash lança disco com bons companheiros – veja outros lançamentos

Publicado: abril 9, 2010 em Lançamentos

SLASH – “SLASH”
Enquanto Axl contrata e demite quase-famosos como quem troca de camisa, Slash vem colaborando com alguns dos melhores nomes do rock desde que deixou o Guns, em 1996, e formou o Velvet Revolver. Em seu primeiro disco solo desde então, desfilam uma lista de roqueiros vips que formariam fácil um best of do gênero. E por décadas. Tem Ozzy, Iggy Pop, Lemmy, Ian Astubry, Chris Cornell e Dave Grohl, além de outros comparsas de Guns como Izzy Stradlin e Duff McKagan. Mesmo o projeto sendo seu, o que chama atenção nessas colaborações é a generosidade de Slash em deixar que as características de cada um desses artistas aflorem normalmente, colocando seus riffs e solos inconfundíveis sempre a serviço da composição – e não o contrário. Versátil, passeia como um bom anfitrião pelo blues, pelo (nu)metal, pelo punk e até pelo pop mela-cueca, mas é na hora do hard rock que o velho “guitarrista da cartola” se revela: “By the sword”, com Andrew Stockdale, vocalista do Wolfmother, e “Back from Cali” e “Starlight”, ambas com Myles Kennedy, que deve acompanhar Slash na turnê nos vocais, são de longe os melhores momentos do álbum, os mais… Guns?! (DIEGO ASSIS)Gravadora: EMI

NICK JONAS AND THE ADMINISTRATION – “WHO I AM”
A jaqueta de couro e cara fechada na capa denunciam que Nick Jonas, o caçula dos ídolos teen Jonas Brothers, quer ser levado a sério. Nick Jonas & The Administration, seu projeto solo, mira em uma imagem associada a cantores-compostitores como Bruce Springsteen e Elvis Costello – em alguns momentos ele quase imita o “The Boss” Sprinsgteen cantando com a voz rouca. Apesar de por vezes ficar mais próximo de malas como John Mayer, o disco indica que talvez o jovem Jonas tenha salvação. Escorregadas como o hard rock “Conspiracy theory” comprometem, ao lado do som padronizado de rock adulto de FM, mas faixas bem intencionadas como “Stronger” merecem seu crédito. (AMAURI STAMBOROSKI JR.)Gravadora: Universal

STRIKE – “HIPERATIVO”
De todos os gêneros de rock que dominaram os CD players adolescentes dos anos 90 o hardcore californiano para skatistas é um dos mais desprezados pelos críticos musicais. O Strike é um dos exemplares do estilo que segue miraculosamente fazendo relativo sucesso nos anos 00 adentro. Se o Charlie Brown Jr. já provou que rock tatuado não quer dizer rebeldia real, não é o Strike que vai mudar essa percepção. O cardápio é o de sempre: guitarras distorcidas e rápidas, letras sobre curtição (com alguns momentos mais sentimentais, herdados dos emos) e um componente extra de “groove” branquelo. Funciona melhor para quem tem 15 anos e nenhuma preocupação, inclusive a de ler esta resenha. (ASJ)Gravadora: Deckdisc

THIAGO PETHIT – “BERLIM, TEXAS”

Mal estreou na música, Thiago Pethit já “ganhou” adjetivos de peso – foi comparado a Tom Waits, Kurt Weill, Lou Reed. Ainda que as referências sejam assumidas e façam algum sentido – o do climão de cabaré, em especial -, a verdade é que “Berlim, Texas” (eis outra citação nada modesta, o cult “Paris, Texas”, de Wim Wenders) tem parentesco com outros artistas, talvez, menos estrelados do que esses. “Não se vá”, “Mapa-múndi” ou “Outra canção tristonha” lembram bem Los Hermanos ou, especialmente, Marcelo Camelo em fase solo; “Sweet funny melody”, “Birdhouse” e “Voix de ville” remetem a um indie-folk com toques de vaudeville bem atual, de nomes como Damien Rice, Andrew Bird e Beirut. Não se trata de cópia, é provável, mas de afinidade de princípios. O que une todos a Pethit, e que melhor define a viagem do brasileiro neste disco de estreia, é a andança constante em busca de sonoridades, timbres e sentimentos que ainda pareçam genuínos na era do pop fabricado em estúdio. Resta saber onde, e se, ele vai estacionar. (DA)Gravadora: independente

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