Cinco grandes discos que completam 30 anos!

Publicado: julho 23, 2010 em Discos
Pois é, quando se fala da música de 30 anos atrás, logo se imagina algo muito fora de moda ou ultrapassado. E o interessante ao olhar para o ano de 1980 é que muitos dos nossos ídolos continuam os mesmos! Grandes artistas surgiram para o grande público neste ano, que merece ser celebrado como o ano da reviravolta da música pop. Separamos 5 grandes momentos, para você (clique nas músicas para ouvi-las em clipes no You Tube):

– The Clash – London Calling – Esse é daqueles discos que se você nunca ouviu é melhor não entrar numa roda para discutir rock’n roll! Talvez o disco mais descolado de todos os tempos, o punk começa o diálogo com outros estilos e empresta sua energia para o reggae e o rockabilly, em clássicos ácidos como “Lost in the Supermarket” e “Train in Vain” (regravada em português pelo Ira!. Importante lembrar, este disco fez escola no rock brasileiro dos anos 80 e continua atual como sempre.

– U2 – Boy – Se você já conheceu o U2 das mega-causas humanitárias e dos mega-shows em mega-estádios, é melhor revisitar os tempos de humildade de Bono e seus amigos. Boy é a estréia do U2 em disco, quando eles ainda eram apenas rapazes irlandeses com muita fúria e post-punk no sangue. A energia crua da guitarra de The Edge e a “sujeira de garagem” de “I will follow” e “Stories for Boys” é mais contemporânea do que qualquer coisa lançada por eles de dez anos pra cá.

– Prince – Dirty Mind – Sem chuva púrpura e sem símbolo no nome, Prince era apenas um ninfomaníaco capaz das capas mais horrorosas de todos os tempos e de um som pioneiro. Talvez a maior guinada na carreira de um artista em todos os tempos, Prince abandona a disco para infiltrar a música black no post-punk e criar um híbrido, que mais tarde serviria de prato cheio para Michael Jackson versão Thriller, Cindy Lauper e qualquer ser que já passou pelo pop. Só podia ter pegado um pouco mais leve em letras sensualizadas que beiram o doentio (como na incestuosa Sister).

– The Jam – Sound Affects – Uma das bandas preferidas de gente como Herbert Vianna e os irmãos Gallagher, o The Jam é o puro finesse do punk. Paul Weller (que lançou o excelente 22 Dreams em 2008) cria um post-punk mais direto que o U2 de cima. Pretty Green (que tem uma ótima regravação do Santigold) e That’s Entertainment dão o tom agressivo e amável do disco. Salve Paul Weller, o rei dos mods!

– Arrigo Barnabé – Clara Crocodilo – Representante de uma época de entressafra da música nacional e um pouco menos conhecido que os artistas acima, Barnabé movimentou a Vanguarda Paulistana com uma música pouco comercial e muito genial. Clara Crocodilo mistura música dodecafônica (estilo de estrutura musical complexa derivado do erudito) e narrativas de suspense com cara de gibi. Fato é que nunca houve nada parecido na música brasileira, seja antes ou depois. Fica aberto o desafio de ouvir músicas como a própria Clara Crocodilo e Diversões Eletrônicas e sair do lugar-comum.

Fonte: 1001 Discos para Ouvir antes de Morrer – Autor: Robert Dimery (GMT Editores)

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