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Pete Doherty lança seu primeiro álbum solo (Foto: Divulgação)

Em 2005, enquanto a maior parte do mundo ainda ignorava a existência de Amy Winehouse, uma outra estrela da música pop britânica ganhava as manchetes de tabloides com escândalos envolvendo o uso de entorpecentes e outros abusos: Pete Doherty.

Agora, com 30 anos recém-completados, o músico lança seu primeiro álbum solo (sem sua banda atual, o Babyshambles), intitulado “Grace/Wastelands”, e tenta superar o passado escandaloso. Com a participação de Graham Coxon, do Blur, em várias músicas, o disco é mais uma tentativa de reabilitar Doherty para o mundo.

Obcecado por literatura (uma das canções chama-se “Salomè”, em homenagem à peça de Oscar Wilde) e com uma visão utópica da história britânica desde a época dos Libertines, Doherty se mantém longe do punk rock que marcou parte dos seus projetos. Bebendo no folk (“Arcady”), no jazz de cabaré (“Sweet by and by”) e no rock psicodélico dos anos 60 (Palace of bone), Doherty não deixa de soar como o poeta torturado que sempre foi.

Doherty passou por maus momentos quando deixou o grupo que o tornara relativamente famoso (The Libertines) devido aos seus crescentes problemas com drogas. O músico chegou a ser acusado de invadir o apartamento do companheiro de banda Carl Barat para roubar alguns objetos, incluindo uma guitarra e um computador.

Celebridades

Namorando a modelo Kate Moss, Doherty virou rapidamente assunto para a imprensa inglesa (que nunca deu muita bola para bandas de indie rock), com a mistura explosiva entre um vício em heroína e crack e a proximidade com as celebridades.

As fotos que ilustravam as reportagens variavam de Doherty completamente alucinado no palco até uma imagem do músico injetando drogas no braço de uma mulher desacordada. Surgiram também problemas com a lei. Ele foi preso ao brigar com Max Carlish, que estava fazendo um documentário sobre o músico.

Em 2007, o namoro com Moss acabou definitivamente, e os fofoqueiros de plantão deram um pouco de privacidade para Doherty, que não parou de ter problemas com a polícia. Em 2008, foi preso por violar a condicional e, condenado a passar 14 semanas na cadeia, ficou apenas um mês em reclusão.