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                    O álbum Band on the Run foi lançado em 1973.

Trabalho saiu em 1973 é considerado o melhor de Paul McCartney após o fim dos Beatles.

Em sua atual turnê, Paul McCartney tem tocado ao menos cinco músicas de seu álbum Band on the Run. E não é por acaso.

Para boa parte de seus milhões de fãs em todo o mundo, esse álbum, lançado em 1973, é o seu melhor trabalho após o fim dos Beatles.

Com esse disco, o cantor, compositor e músico britânico readquiriu o prestígio com os críticos que havia perdido em seus primeiros anos como artista solo.

Para influentes analistas de música pop, McCartney tinha virado um mero autor de baladinhas pop, uma tremenda injustiça com a qual o público não concordava, pois continuava comprando seus discos em doses maciças.

Band on the Run, no entanto, era tão bom que nem mesmo o jornalista mais mala conseguiria ignorar sua alta qualidade.

O que muita gente não sabe é que esse álbum só saiu por um verdadeiro milagre, tais os desafios que Paul teve de enfrentar para concretizá-lo.

Como forma de fazer um projeto diferente, o músico resolveu gravar o álbum em algum dos estúdios que a gravadora EMI possuía em países fora do eixo Estados Unidos- Inglaterra.

Até o Brasil, mais especificamente o Rio de Janeiro, foi cotado.

No fim das contas, a cidade de Lagos, na Nigéria, foi a escolhida. Aí, os problemas começaram.

O baterista do grupo montado por Paul McCartney no final de 1971, os Wings, Denny Seywell, resolveu sair fora semanas antes da viagem da banda para a África.

O guitarrista Henry McCulloch caprichou ainda mais, pulando do barco na antevéspera.

Dessa forma, a formação dos Wings que foi para Lagos incluia apenas o casal Paul e Linda McCartney e o fiel escudeiro Denny Layne.

Como Linda só cantava e tocava teclados de forma bem básica, McCartney e Layne gravaram o álbum praticamente sozinhos.

Mas isso não é nada. Ao chegar na Nigéria, o trio teve de superar as desconfianças dos instrumentistas locais, que acusavam o ex-beatle de querer roubar elementos da música nigeriana.

De quebra, Paul e Linda foram assaltados e ameaçados de morte. Barra pesada!

Mesmo assim, o resultado do álbum foi excepcional, a começar da faixa título, que teve como inspiração uma frase que George Harrison sempre dizia durante as intermináveis reuniões realizadas para organizar os negócios dos Beatles após a separação.

“Ah, se eu pudesse sair daqui”, dizia ele.

Picasso’s Last Words (Drink to Me) foi composta por Paul ao aceitar o desafio do ator Dustin Hoffman, que pegou uma manchete de jornal sobre a morte de Pablo Picasso e perguntou se ele seria capaz de compor uma música sobre o tema, o que Macca começou a fazer na hora.

Na atual turnê, as músicas incluídas no repertório dos shows são Band on the Run, o rockão Jet, a divertida Mrs Vanderbilt, o efervescente blues rock Let Me Roll It (feito em resposta a John Lennon) e a balançada Nineteen Hundred and Eighty Five (1985).

A capa é outro espetáculo a parte, com direito à participação dos consagrados atores Christopher Lee (o conde Drácula) e James Coburn.

Fonte:R7