Arquivo da categoria ‘Beatlemania’

O pen drive em formato de maçã com a discografia dos Beatles. (Foto: Divulgação)

O site oficial dos Beatles anunciou nesta quarta-feira (4) que a discografia remasterizada da banda, lançada em CD em setembro deste ano, deve ganhar uma versão mais compacta, com pen drives de entrada USB em formato de maçã – símbolo da gravadora do grupo, a Apple.

Os pen drives serão lançados no dia 7 de dezembro, em uma tiragem limitada de 30 mil exemplares. Além dos 14 álbuns da banda inglesa, o pen drive vai trazer 13 mini-documentários e reproduções digitais da arte dos discos, fotos raras e textos sobre os discos.

O USB será compatível com PCs e Macs, e terá o áudio em dois formatos: Flac (compressão sem perda) de 44.1 Khz e 24 bits e mp3 de 320 Kbps. O pen drive, de 16 Gb, já está em pré-venda no site oficial dos Beatles: http://www.thebeatles.com

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Fãs cruzam a faixa de pedestre para reproduzir a famosa foto da capa do disco ‘Abbey Road’ (Foto: Carl de Souza/AFP)

Placa da rua Abbey, onde fica o estúdio onde os Beatles gravaram (Foto: Carl de Souza/AFP)

Dezenas de fãs se aglomeram todos os dias em uma das faixas de pedestres mais famosas do mundo, em frente aos estúdios da Abbey Road em Londres, para tirar a lendária foto dos Beatles atravessando a rua de mesmo nome, há 40 anos.
Mas agora, neste dia 8 de agosto, os nostálgicos dos “Fab’ Four” vão lotar a emblemática rua para celebrar o 40º aniversário da foto, capa do último disco gravado e considerado o mais importante da banda, também chamado “Abbey Road”.

O ritual se repete a cada dia neste cruzamento, perto de St John’s Wood, no noroeste de Londres. Centenas de turistas se fotografam fazendo os mesmos gestos: em fila indiana, olhar fixos para frente, pernas espaçadas.

Fora o fato de as faixas brancas estarem desgastadas, o cenário quase não mudou. “É um dos raros endereços não alterados da história dos Beatles, onde podemos ter uma ideia do que aconteceu naquela época”, explica um fã californiano.
Popular na época, o bairro se tornou uma área residencial afastada de Londres, cheia de propriedades de milhões de libras.

“É muita gente que vem aqui, gente demais para alguns motoristas que buzinam e gritam palavras nada gentis em inglês”, conta Paul, vendo os turistas demorarem na posa para tirar a foto na faixa de pedestres.

Quinze metros mais longe, no número 3 de Abbey Road, o estúdio de gravação é a segunda etapa da peregrinação. Além dos Beatles, Fred Astaire, Glenn Miller, Pink Floyd, Oasis e U2 já gravaram lá. Mas as milhares de assinaturas e grafites do muro da entrada são dedicados aos Beatles.

Marcelo, um fã brasileiro dos Beatles, está a procura de seu nome, gravado ali há 13 anos. Entre os inúmeros rabiscos, há frases apaixonadas como “Simon and Alice here come together”, “Come together over”, “This is where the magic happened”, em geral resumidas por um título de suas músicas: “Here comes the sun” e “All you need is love”.

Marcelo continua procurando. Sem sucesso. “O guia nos disse que eles pintam o muro seis vezes ao ano”, explicou Lucille. Até as casas vizinhas foram invadidas.

“As pessoas vêem aqui e batem à porta para que os deixemos entrar, mas não temos nada a ver com o estúdio”, contou, visivelmente aborrecido um senhor de 60 anos e morador do número um da Abbey Road.

Acima do cruzamento, o estúdio da Abbey Road instalou uma webcam e, desde 1999, um site convida os fãs a publicar suas melhores fotos.

Christophe e seus filhos estão satisfeitos com as que tiraram. “Agora fazemos um pouco parte dessa foto histórico”, explicou.

O ex-beatle Paul McCartney durante o show em Tel Aviv. (Foto: Reuters)

Paul McCartney fez seu primeiro concerto em Israel nesta quinta-feira (25) diante de dezenas de milhares de fãs, 43 anos depois de os Beatles terem sido barrados no país devido ao medo de que pudessem corromper os jovens.

A segurança era intensa no Yarkon Park, em Tel Aviv, e a imprensa britânica disse que um militante islâmico ameaçou o ex-Beatle, enquanto alguns palestinos pediram que ele cancelasse a viagem devido à ocupação israelense da Cisjordânia desde 1967.

O cantor de 66 anos ignorou os pedidos, mas agradou em cheio a seus fãs palestinos durante sua visita à região, indo à cidade de Belém, na Cisjordânia, onde acendeu velas na Igreja da Natividade e fez votos de paz para os palestinos.

McCartney abriu o show em Tel Aviv com uma canção dos Beatles, “Hello goodbye”, e dirigiu-se aos 40 mil fãs falando em hebraico e árabe a noite toda, além de inglês.

“Shalom Tel Aviv!”, disse ele, usando a saudação hebraica que também significa “paz”. O ex-Beatle desejou feliz ano novo à multidão, em hebraico, antes da festa do ano novo judaico na próxima semana, e desejou aos muçulmanos um bom Ramadã (o mês do jejum), em árabe.

Usando terno escuro e camisa cor-de-rosa, McCartney dedicou “My Love”, do álbum “Wings”, a Linda, sua mulher que morreu de câncer em 1998. E fez uma homenagem aos Beatles falecidos John Lennon e George Harrison.

Meninas adolescentes foram reduzidas às lágrimas, e as pessoas na multidão agitavam os braços ao som de quase duas horas de música ininterrupta, durante as quais o astro apresentou alguns de seus maiores sucessos.

Entre as canções favoritas estavam “Give peace a chance” e “Sgt. Pepper’s lonely hearts club band”, que encerrou o show.
Beatlemania

A visita de McCartney a Israel desencadeou uma nova onda de beatlemania. Nos últimos dias as rádios do país tocaram canções da banda quase o tempo todo.

“Poder ver mesmo apenas um quarto dos Beatles é maravilhoso”, disse Gaya Yona, 16 anos, antes do concerto.

Ilan Yacobovich, 55, comentou que o show compensou pela proibição dos Beatles em 1965.

A rejeição brusca por parte de Israel de um pedido dos Beatles de se apresentarem no país, quando estavam no auge de sua carreira, foi por anos atribuída a Golda Meir, a primeira-ministra da época, que os teria considerado “uma influência corruptora”.

Mas o historiador cultural israelense Alon Gal disse que documentos mostram que foi uma comissão cultural hoje extinta, e não Meir, que tomou a decisão, depois de multidões de jovens terem ficado agitadas no início dos anos 1960 num show do roqueiro britânico Cliff Richard.

O embaixador de Israel na Grã-Bretanha pediu desculpas em janeiro pela rejeição aos Beatles, convidando McCartney e o outro sobrevivente da banda, Ringo Starr, a se apresentarem no país.

Durante sua visita, McCartney foi assediado pela imprensa quando visitou alguns dos lugares mais sagrados da região.

“Tudo o que precisamos é de paz e dois Estados”, disse McCartney a repórteres e turistas diante do santuário em Belém que é visto como local de nascimento de Jesus.

Fãs dos Beatles participam de cerimônia de inauguração de uma praça em homenagem à banda em Hamburgo, na Alemanha. Os Fab Four tocaram na noite de abertura do Star Club, na famosa rua Reeperbahn, em 1962. (Foto: AP)

Beatles-Platz foi inaugurada nesta quinta (11) na cidade alemã.Fab Four se apresentaram na abertura do Star Club, em 1962.