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Ithamara Koorax / Biografia

Publicado: novembro 19, 2008 em Biografia

Marcos Szpilmann & Ithamara Koorax with the Rio Jazz Orchestra at “People” jazz club (Rio de Janeiro, Brasil, 1995)

Aclamada como uma das quatro melhores cantoras do mundo pela revista Down Beat (a “bíblia do jazz”), Ithamara Koorax já se apresentou em alguns dos principais palcos do planeta – do Teatro Municipal (Rio) ao Jazz Café (Londres), do Martinus Concert Hall (Helsinki) ao Bourbon Street (São Paulo), passando pela Sala Cecília Meirelles, Mistura Fina e Metropolitan, além de ter realizado cinco excursões pelo Japão.

Lançados mundialmente, seus dois CDs mais recentes, “Love Dance” e “Serenade in Blue”, marcaram a definitiva consagração internacional de Ithamara. “Serenade in Blue” recebeu mais de dez prêmios internacionais, três pré-indicações para o Grammy (nas categorias de álbum vocal de jazz, produção e arranjo) e ainda obteve expressiva votação na lista dos Melhores de 2000, publicada pela revista norte-americana Down Beat. Além de apontada como uma das melhores cantoras, Ithamara ficou em terceiro lugar entre os artistas do ano (atrás apenas de Sting e de Santana, à frente de Stevie Wonder e Joni Mitchell), e “Serenade in Blue” alcançou a sétima colocação entre os melhores álbums.

Em sua 67ª votação anual, publicada na edição de dezembro de 2002, a revista mais importante da história do jazz, a Down Beat, elegeu Ithamara como a quarta melhor cantora do mundo – atrás apenas de Cassandra Wilson, Diana Krall e Dianne Reeves, e à frente de Dee Dee Bridgewater, Norah Jones e Jane Monheit.

Na edição de dezembro de 2003, a Down Beat elegeu o CD “Love Dance” como o quinto melhor disco do ano, atrás somente dos álbuns de Norah Jones, Steely Dan, Radiohead e The Roots. “Love Dance” também foi considerado um dos melhores discos de 2003 pela prestigiosa revista norte-americana The Independent Weekly, além de receber aclamação na JazzTimes, na Cadence, e nas publicações japonesas Swing Journal e CD Journal.

Ithamara Koorax também realizou shows e gravações com Hermeto Pascoal, Elizeth Cardoso, João Donato, Victor Biglione, Edu Lobo, Martinho da Vila, Marcos Valle, Os Cariocas e César Camargo Mariano. Sua discografia conta com mais de 60 títulos, incluindo projetos especiais, songbooks, compilações, trilhas sonoras para cinema e TV, e várias canções para novelas da Rede Globo como “Celebridade” (“Absolute Lee”, tema inédito de Tom Jobim), “Estrela Guia” (tema da personagem principal, “Cristal”, representada pela cantora Sandy), “Fera Ferida”, “Cara & Coroa”, “Renascer”, “Pedra Sobre Pedra”, “Riacho Doce” (tema de Vera Fischer) e “Araponga”.

O mais recente filme do diretor Silvio Tendler, “Glauber, O Filme – Labirinto do Brasil”, para o qual Ithamara Koorax gravou a trilha sonora com músicas de Villa-Lobos em arranjos do maestro Eduardo Camenietzki, foi lançado no Brasil em março de 2004, e apresentado em seguida na mostra oficial do Festival de Cinema de Cannes. Em junho, estreiou em NY, no Film Forum (209 W. Houston St., west of 6th Ave.), sob o título “Glauber, the Movie – Labyrinth of Brazil.”

Única brasileira contratada pela Milestone Records, a mais importante gravadora de jazz dos EUA, Ithamara já lançou sete álbuns-solo (“Ao Vivo”, “Rio Vermelho”, “Almost in Love”, “Wave 2001”, “Bossa Nova Meets Drum & Bass”, “Serenade in Blue”, “Love Dance”), com participações de nomes do quilate de Antonio Carlos Jobim, Ron Carter, Luiz Bonfá, Sadao Watanabe, Larry Coryell, Eumir Deodato, Gonzalo Rubalcaba, Jay Berliner, Ary Sperling, Fabio Fonseca, Marcos Valle, Laudir de Oliveira, João Palma, John McLaughlin, Mário Castro-Neves, Dom Um Romão, o grupo Azymuth e muitos outros.

Ithamara aparece como única cantora brasileira incluida nos CDs “Blue Voices” e “Jazz Ladies Vol.2”, lançados mundialmente, onde suas gravações estão ao lado de faixas de Sarah Vaughan, Ella Fitzgerald, Tony Bennett e Chet Baker.

Em junho de 2004, o CD “Love Dance”, lançado no Brasil pela Som Livre, foi um dos três finalistas do Prêmio TIM de Música Brasileira, concorrendo com Flora Purim e o grupo Sepultura na categoria especial de “melhor disco em língua estrangeira”.

“Cinco são os elementos essenciais da vida: o Ar, a Terra, a Água, o Fogo…e a Voz de Ithamara Koorax!” (Armando Nogueira – Julho 2003).

Joss Stone

Publicado: junho 13, 2008 em Biografia

BIOGRAFIA
Joss Stone já vendeu mais de 7,5 milhões de álbuns no mundo todo; foi indicada para quatro Grammy Awards; já dividiu o palco com James Brown, The Rolling Stones, Stevie Wonder, Elton John, Patti Labelle, Mavis Staples, Donna Summer, e Smokey Robinson; foi entrevistada por Oprah Winfrey; protagonizou nas duas maiores campanhas da Gap; e já se apresentou para mais de 200.000 pessoas, em 2005, no Live 8 Concert, em Londres – tudo isso antes de completar 19 anos.
E recentemente, só agora, no seu terceiro álbum, Introducing Joss Stone, a cantora e compositora britânica do soul sente que está expressando sua verdadeira visão musical. “Este é o primeiro álbum que fiz que é verdadeiramente eu,” ela diz. “É por isso que estou chamando ele de Introducing Joss Stone. Estas são minhas palavras, e isso é o que eu sou como artista.”
Sabendo que precisava escrever um álbum sozinha, Stone se refugiou na ilha Caribenha de Barbados, em Abril de 2006 para que surgisse inspiração para as letras. Lá, no meio das areias das praias e de brisas tropicais quentes, ela teve uma manifestação divina. “Eu estava dirigindo adiante em meu carro e pensando, ‘Por quê eu vou passar a vida procurando pelo amor incondicional de um humano, sendo que, é a música que é incondicional?” diz ela. “Ela está sempre comigo. Esse é o amor da minha vida. Eu achei o amor na música.”
Essa simples realização se transformou num tema maior, com ambos aspectos de letras e música em Introducing Joss Stone, e isso explica a mistura eletrificante de warm vintage soul, R&B estilo anos 70, harmonias musicais de grupo feminino da Motown, e um som de jazzy grooves, apresentados por uma banda conduzida pelo principal colaborador e produtor Raphael Saadiq (conhecido pelos seus trabalhos com D’Angelo, The Roots e Macy Gray). “Rafael [que toca baixo no álbum] é o mais magnífico músico que eu já conheci em toda a minha vida” diz Stone. “Musicalmente, sinto como se ele lêsse minha mente. Eu dou uma olhada para ele e ele já sabe exatamente o que eu quero.”
Stone e Saadiq passaram dois meses gravando em Bahamas, e depois mixaram o álbum no lendário estúdio Electric Lady, em Nova York.
Desde a primeira batida da suave faixa, “Music”, cada nota, som repetido, e harmonia são inspirados pelo amor de Stone pelo dom da música. Em “Music”, ela canta: “Estou tão apaixonada pela minha música/Pelo jeito que ela me faz agir/ Ninguém faz o que você faz.” A faixa, originalmente inspirada pela música “The Mask”, do The Fugees, incorpora um rap da cantora Lauryn Hill do The Fugees. O colaborador de Stone na música, Novel, um compositor e produtor que é neton da lenda do soul, Solomon Burke, comicamente sugeriu que eles pedissem a uma estrela famosa e solitária para fazer uma aparição como convidada. “E, claro, sendo eu, eu gostei, ‘Vou conseguí-la.'” Stone ligou para a mãe de Hill todos os dias por um mês e meio, perguntando se sua filha tinha ouvido a canção. “Todo dia eu dizia, ‘Tem notícias da Lauryn?’ e ela dizia dizia ‘Não’, e desligava o telefone. Mas eu não poderia me dar por vencida até conseguir.
E logo está o estilo Supreme-esque, “Girl, They Won’t Believe It,” que é sobre encontrar felicidade através da música. “Quando eu estava na escola, eu queria ser uma cantora e todo mundo dizia que eu estava louca,” diz Stone. “Eles viviam dizendo, ‘Tire sua cabeça das nuvens e venha fazer seus deveres de matemática.’ Então, agora eu estou respondendo a eles, “Não vão acreditar, que eu finalmente achei algo doce através do amargo da vida. Tudo o que preciso é de um beijo de uma melodia.”
Como qualquer álbum soul válido, deve haver um tempero, Introducing Joss Stone tem uma mescla de canções de relacionamento, desde “Proper Nice”, com uma mistura de sons e arranjos que fariam Marvin Gaye ter orgulho, até a doce “Tell Me What We’re Going To Do Now” (participação do rapper Common), à vibração clássico Motown de “In The Arms Of My Baby,” que Stone escreveu sobre o sentimento solitário, na estrada. “Essa canção é sobre a necessidade de voltar pra algum lugar onde eu me sinta em casa,” diz ela. “Às vezes você precisa de um abraço ou carinho de alguém. Você não pode ter isso por telefone.”
Claro que o amor não é sempre cor-de-rosa. Na amarga, pesarosa canção de término de namoro, “I Wish” Stone canta: “Desejo nunca ter te conhecido / Eu finalmente estou farta de suas porcarias / Eu deveria ter te abandonado a muito tempo.” “Está tudo bem agora,” diz ela, risonha. “Nós somos amigos, mas quando algo acaba, tudo o que você tem guardado é que machuca profundamente. Mas eu tive que passar por essa dor para escrever essas canções.” O uperfunky, divertido single “Tell Me ‘Bout I” mostra uma Stone seguindo em frente, procurando por um novo amor, mas desejando que ele tome a iniciativa. “Esta é minha história,” diz ela, dando sinais. “É tipo como, ‘Vamos lá, me diga como você se sente. Não seja covarde. Está claro que você gosta de mim e eu gosto de você, então, faça alguma coisa à respeito!'”.
Desde que a menina de Devon, Inglaterra, emergiu na cena musical aos 16, sempre mostrou força e intensidade, apesar de ser destes instintos, sendo tão jovem, não sabia o que estava fazendo. Os críticos não estavam de acordo, chamando uma cantora que tinha algo “puro e profundo,” como descreveu o Nwe York Post, e “diferente de qualquer cantora de sua geração.” Em 2003, Stone lançou The Soul Sessions, um álbum de covers de canções obscuras de soul, fez turnê por um ano, e logo gravou em 2004, Mind, Body & Soul, seu primeiro álbum de material original.
Stone foi indicada para três Grammy Awards em 2005, incluindo Revelação, e se apresentou num tributo memorável à Janis Joplin com Melissa Etheridge na cerimônia. Sua rendição de “Cry Baby” /”Piece Of My Heart” foi lançada como single, e fez Stone alcançar o topo do Top 40 nos E.UA. No mesmo ano, Stone apareceu em cada talk show Americano e talk morning da TV, e apareceu em artigos de revistas como em Rolling Stone e Vanity Fair, e saiu na capa da bíblia da Moda, Elle.
Em Fevereiro de 2006, ela dividiu o palco com Stevie Wonder, John Legend e India.Arie para um show de pre-game do Super Bowl XL, enquanto que na noite do Grammy Awards 2006, ela apareceu com Legend e Van Hunt cantando um hit do astro do soul, Sly Stone. O cover de “Family Affair,” na qual aparece no álbum de tributo à Sly Stone, Different Strokes By Different Folks, foi indicado este ano pelo Grammy Award de “Melhor Performance R&B de Grupo ou Duo” este ano. E ganhou.