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Ao vivo, Bruce Springsteen atinge o máximo do seu potencial.

Bruce Springsteen é um daqueles artistas que só desenvolve todo o seu potencial no palco.
Ele grava ótimos trabalhos em estúdio, mas seus shows representam o ponto máximo do que ele pode mostrar de melhor.

Seu novo DVD, London Calling Live In Hyde Park é um registro que serve como prova concreta do poder de fogo deste fantástico cantor, compositor e músico americano, que há quase 40 anos se mantém no primeiro escalão do rock.
Quem teve a honra de ver Springsteen ao vivo no Brasil em 1988 sabe do que estou falando.
O cidadão não economiza uma única gota de suor e se mantém em cena durante muito mais tempo do que a concorrência.

Gravado em 28 de junho de 2009 no mítico Hyde Park em Londres, o DVD duplo (com mais de três horas de duração) é uma verdadeira celebração ao que de melhor o rock and roll pode nos proporcionar, que é festa, alegria, energia e mensagens consistentes.

O show abre com uma brilhante releitura de London Calling, um dos maiores sucessos do extinto grupo britânico The Clash e que soa como uma bela homenagem à multidão presente ao espetáculo, parte do festival Hard Rock Calling.

A partir daí, o repertório investe em sucessos de todas as fases da carreira do roqueiro americano, entre os quais Working on a Dream, Lonesome Day, Glory Days, Dancing In The Dark, The Rising e Born To Run.

Craque em releituras de sucessos alheios, o The Boss (como é conhecido no seu país natal) acerta em cheio com Good Lovin’ (dos Rascals) e Trapped (de Jimmy Cliff).

A qualidade de captação de áudio e vídeo é sensacional, tornando deliciosa a tarefa de ver o espetáculo, durante o qual temos um belíssimo pôr do sol.

E a E Street Band mostra o porque é considerada uma das melhores bandas de apoio de rock de todos os tempos.

Outro ponto bacana fica por conta de Springsteen pegar cartazes dos fãs com pedidos de músicas e colocá-los na frente do palco, quando as músicas citadas são tocadas.

London Calling Live In Hyde Park é uma profissão de fé no nada velho e sempre bom rock and roll, que nunca dá errado quando interpretado com talento, sinceridade e garra, marcas registradas do Chefão.

Serviço
London Callin Live In Hyde Park- Bruce Springsteen & The E Street Band
Gravadora: Sony Music
Preço médio: R$ 70

A capa de ‘Darkness on the edge of town’, de 1978
(Foto: Divulgação)

O álbum ‘Darkness on the edge of town’, lançado por Bruce Springsteen em 1978, vai ganhar uma reedição de luxo, com faixas bônus, ainda este ano.

Quem adiantou a informação foi o guitarrista Steve Van Zandt, integrante da E Street Band — banda que acompanha o cantor —, em entrevista a uma estação de rádio do Reino Unido reproduzida pelo site da revista “Rolling Stone”.

De acordo com o músico, o relançamento trará, pelo menos, dez outtakes, que serão complementados com novas linhas vocais.

“Provavelmente vamos concluir a letra de uma ou duas canções, finalizar uma ou outra harmonia, mas basicamente vamos manter o material antigo intacto”, disse Van Zandt, acrescentando que a nova versão de “Darkness…” deve chegar às lojas no Natal.

Van Zandt não mencionou se a reedição vai incluir imagens de Springsteen ao vivo, similar aos trechos de um show de 1975 que fez parte da reedição de “Born to run”, relançado em 2005. A turnê “Darkness on the edge”, de 1978, é conseiderada uma das maiores já realizadas pelo cantor — imagens das apresentações deste período são conhecidas e circulam entre seus fãs há algum tempo.

Bruce Springsteen se apresentará em Nova York durante o fim de semana (Foto: Divulgação)

O cantor norte-americano Bruce Springsteen vai tirar a poeira de dois de seus antigos álbuns durante os shows que fará junto da E Street Band, no próximo fim de semana, no Madison Square Garden, em Nova York.

No sábado (8), a banda vai revisitar “The wild, the innocent & the E Street shuffle”, de 1973; no domingo (9), será a vez de “The river”, álbum duplo gravado em 1980. Ambos serão executados ao vivo, na íntegra, pela primeira vez. As informações são do site da revista Billboard.

As performances de álbuns inteiros têm marcado a atual turnê do cantor pelos Estados Unidos. A primeira experiência aconteceu com “Born to run”, que foi tocado de cabo a rabo num show em Chicago, em 20 de setembro. Desde então, Springsteen e a E Street Band repetiram a dose com “Darkness on the edge of town” e “Born in the U.S.A.”, que fizeram parte do repertório das apresentações em Nashville e Nova Jersey, em outubro.

Segundo a Billboard, o empresário do cantor, Jon Landau, declarou que a experiência com “Born to run”, em Chicago, convenceu todos a fazer o mesmo outras vezes. “O público pareceu ter gostado tanto que nos fez levar a ideia adiante”, disse Landau.

O músico Bruce Springsteen. (Foto: AP)

Um dos maiores símbolos dos Estados Unidos, o roqueiro Bruce Springsteen completa 60 anos nesta quarta (23) em meio à turnê de seu último disco, “Working on a dream”, em que reúne ilusões e esperanças para seu país após ter sido um dos mais veementes opositores do ex-presidente George W. Bush.

Ouça especial GloboRadio com músicas de Bruce Springsteen

Com milhões de fãs ao redor do mundo, “The Boss” (“O Chefe”) – o apelido de Springsteen – parece estar mais na moda do que nunca. Ao que parece, ser o autor de um dos álbuns mais vendidos da história (“Born in the USA”, de 1984) ou o vencedor de um Oscar de Melhor Canção Original (por “Streets of Philadelphia”, 1993) não é o suficiente.

Depois de canalizar as emoções pós-11 de setembro de 2001 em uma poesia cheia de otimismo e espiritualidade (“The rising”, 2002), Springsteen fez nos últimos meses campanha a favor de Barack Obama e participou do grande show em Washington justo antes da posse dele como presidente dos Estados Unidos.

O músico também tocou para um público de quase 100 milhões de espectadores em fevereiro no intervalo do último Super Bowl, a grande final do futebol americano.

Sua atual turnê, que leva o nome de seu último disco e termina em novembro, vendeu mais de dois milhões de ingressos e ainda teve espaço para algumas surpresas, como a interpretação na íntegra do disco “Born to run” (1975) no show de domingo passado, em Chicago (EUA), sempre ao lado da inseparável E Street Band.

Se “The Boss” sonhava em ser jogador de beisebol quando era pequeno, ele encontrou outra maneira de levar multidões aos estádios. A essência de Springsteen está no palco, onde esbanja energia, sentimento e espetáculo.

‘Amor’

“Vamos fazer esse estádio vir abaixo!”, gritou em seu mais recente show em Los Angeles. “Mas também vamos construir. Vamos eliminar o medo e construir sobre o amor. Tirar a tristeza e construir sobre a felicidade. Erradicar a dúvida e construir sobre a fé”, disse o músico.

Springsteen definitivamente é um grande astro do rock, mas não corresponde ao arquétipo da celebridade transformada pela riqueza, pela fama e pelo dinheiro, como foi o caso de seu ídolo, Elvis Presley.

“A música me salvou”, disse à revista “Time” em 1975. “Se não tivesse encontrado a música, não sei o que teria feito. Nunca foi um hobby para mim, sempre foi uma razão para viver”, afirmou Springsteen.

Sua extensa trajetória, que começou em 1973, inclui 16 discos de estúdio. Muitos deles têm a participação de sua esposa, Patti Scialfa, integrante da E Street Band, com quem se casou em 1991 e tem três filhos.

Este foi o segundo casamento de Springsteen, que se divorciou da modelo Julianne Phillips em 1988.

O sucesso chegou para “The Boss” com “Born to run”, seu terceiro disco, que contém hits como a faixa-título e “Tenth Avenue freeze-out”. Outros de seus trabalhos de destaque são “The river” (1980), “Tunnel of love” (1987) e “Devils & dust” (2005), o antepenúltimo álbum deste artista vencedor de prêmios Grammy, Emmy e Globo de Ouro graças a músicas como “Dancing in the dark”, “Code of silence” e “Radio nowhere”.

Em dezembro, Springsteen será homenageado pelo Kennedy Center de Washington “por ter contribuído significativamente para a vida cultural” dos EUA e do mundo.