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Dia Nacional do Samba

Publicado: dezembro 2, 2008 em Comemoração

O dia do Samba, foi instituído pela Câmara de Vereadores da cidade de Salvador em 1940, como parte das homenagens ao compositor Ary Barroso, que um ano antes lançara “Aquarela do Brasil”, com certeza a música mais conhecida, executada e regravada fora do Brasil. Esta foi a data que ele (Ary Barroso) visitou Salvador pela primeira vez.

A festa foi se espalhando pelo Brasil e virou uma comemoração nacional e em 1963 foi instituído o Dia Nacional do Samba. Atualmente duas cidades costumam comemorar o Dia do Samba: Salvador e Rio de Janeiro.

No palco montado na estação, o compositor e organizador do evento, Marquinhos de Oswaldo Cruz, receberá seus convidados, entre eles, a bateria do Mestre Faísca, as velhas guardas das escolas de samba da Portela, Mangueira, Vila Isabel, Império Serrano e Salgueiro, além dos sambistas Wilson Moreira, Nelson Sargento, Walter Alfaiate, Nadinho da Ilha, Xangô, entre outros.

Após esquentar os tamborins na Central do Brasil, quatro trens da Supervia terão seus vagões ocupados por várias rodas de samba de grupos tradicionais do Rio de Janeiro, como o Pagode da Tia Doca, Cacique de Ramos e as velhas guardas das escolas de samba. Todas as viagens sairão da estação Central do Brasil com destino à estação de Oswaldo Cruz, sem paradas nas demais estações.

O popular trem do samba vai partir da central do Brasil a cada 20 minutos, a partir das 19h, com muita batucada. Sambistas, pagodeiros e integrantes de velhas guardas vão animar os passageiros até a estação de Oswaldo Cruz. Ninguém precisa se preocupar com a volta para centro não, até 1h haverá trens extras.

Em Oswaldo Cruz, três palcos estarão montados para a festa continuar, começando às 19h. No primeiro, ao lado da via férrea, nomes como Noca da Portela, Almir Guineto, Tia Doca e Marquinhos de Oswaldo Cruz, entre outros, vão se apresentar. O segundo, localizado na Praça da Portela, terá shows com bateria da escola de samba, velhas guardas do Império Serrano, Salgueiro, Mangueira e Portela. Na Rua Átila da Silveira, o terceiro palco recebe sambistas como Mauro Diniz, Dorina, D. Ivone Lara, entre outras atrações.

Programação dos trens:

PRIMEIRO TREM – TREM CANDEIA – SAÍDA: 19h
Vagão 1 – Velha Guarda da Portela e Marquinhos de Oswaldo Cruz
Vagão 2 – Tia Doca
Vagão 3 – Cacique de Ramos
Vagão 4 – Pagode do Negão da Abolição
Vagão 5 – Grupo Autonomia
Vagão 6 – Clube do Samba
Vagão 7 – Embaixadores da Folia
Vagão 8 – Quilombo

SEGUNDO TREM – TREM SILAS DE OLIVEIRA – SAÍDA: 19h20
Vagão 1 – Velha Guarda do Império Serrano
Vagão 2 – Grupo Roda do Bip
Vagão 3 – Pagode do Nelsinho e da Wilma
Vagão 4 – Mestre Faísca
Vagão 5 – Manga Preta
Vagão 6 – Pagode da Tia Ciça

TERCEIRO TREM – TREM CARTOLA – SAÍDA: 19h40
Vagão 1 – Velha Guarda da Mangueira
Vagão 2 – Velha Guarda do Salgueiro
Vagão 3 – Pagode do Sambola
Vagão 4 – Bloco Voltar pra Quê?
Vagão 5 – Grupo Parados na Ponte
Vagão 6 – Grupo Regente

QUARTO TREM – TREM LUIZ CARLOS DA VILA – SAÍDA: 20h
Vagão 1 – Velha Guarda da Vila Isabel
Vagão 2 – Caldos e Canjas
Vagão 3 – Quizomba
Vagão 4 – Bloco da Cachaça
Vagão 5 – Pagode do Renascença e Renato Milagres
Vagão 6 – Democráticos de Guadalupe
Vagão 7 – Grupo Nossa Arte de Niterói/Quintal de Jorge
Vagão 8 – Pagode do Ouvidor/Pagode de São Gonçalo

RIO DE JANEIRO – As comemorações pelo Dia Nacional do Samba, no Rio de Janeiro, começaram no quilombo Pedra do Sal, no bairro da Saúde, com uma homenagem a duas estrelas do samba: o poeta Luiz Carlos, morto no mês passado, e o sambista flautista Cláudio Camungüelo.

Às 17h, como ocorre há 13 anos, trens partirão da Central do Brasil levando sambistas e passageiros até o bairro de Oswaldo Cruz, onde a festa continua com apresentações de diversos sambistas. Entre eles, Nelson Sargento, para quem o samba viveu grandes mudanças: da roda de samba e das festas de rua às grandes agremiações do carnaval. Tudo isso, segundo Nelson Sargento, gerou variações no samba.

“A mudança é perfeitamente natural. O samba começou com o cavaquinho, o bandeiro e instrumentos de percussão. Depois, ganhou o violão e grandes compositores, como Cartola, Ismael, Noel Rosa e Antenor Gargalhada. Então, com a consideração dos compositores, o samba foi ganhando mais popularidade, mais prestígio e se impôs na sociedade”.

O partido alto, o samba de terreiro, o samba enredo e o samba de roda do recôncavo baiano foram declarados patrimônios imateriais pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, ressalta a diretora do Departamento de Patrimônio Imaterial, Márcia Santana.

“Primeiro, fizemos o registro do samba de roda do recôncavo baiano, que pode ser considerado o avô do samba carioca. É a partir do samba de roda, do jongo e de outras manifestações culturais desse tipo que o samba surge no Rio de Janeiro no começo do século XX. Em seguida, foi feito o registro das matrizes do samba no Rio de Janeiro, como o partido alto, o samba de terreiro e o samba enredo”

Para atravessar a cidade no trem do samba é preciso 1 quilo de alimento não perecível. Os alimentos arrecadados serão doados ao Banco Rio de Alimentos, do programa Fome Zero