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  Uma das cinco versões disponíveis para o clássico “Band on the Run”

Grandes nomes da música mundial relançam discos clássicos com faixas inéditas – Colherada Cultural

Pois é, quando se fala da música de 30 anos atrás, logo se imagina algo muito fora de moda ou ultrapassado. E o interessante ao olhar para o ano de 1980 é que muitos dos nossos ídolos continuam os mesmos! Grandes artistas surgiram para o grande público neste ano, que merece ser celebrado como o ano da reviravolta da música pop. Separamos 5 grandes momentos, para você (clique nas músicas para ouvi-las em clipes no You Tube):

– The Clash – London Calling – Esse é daqueles discos que se você nunca ouviu é melhor não entrar numa roda para discutir rock’n roll! Talvez o disco mais descolado de todos os tempos, o punk começa o diálogo com outros estilos e empresta sua energia para o reggae e o rockabilly, em clássicos ácidos como “Lost in the Supermarket” e “Train in Vain” (regravada em português pelo Ira!. Importante lembrar, este disco fez escola no rock brasileiro dos anos 80 e continua atual como sempre.

– U2 – Boy – Se você já conheceu o U2 das mega-causas humanitárias e dos mega-shows em mega-estádios, é melhor revisitar os tempos de humildade de Bono e seus amigos. Boy é a estréia do U2 em disco, quando eles ainda eram apenas rapazes irlandeses com muita fúria e post-punk no sangue. A energia crua da guitarra de The Edge e a “sujeira de garagem” de “I will follow” e “Stories for Boys” é mais contemporânea do que qualquer coisa lançada por eles de dez anos pra cá.

– Prince – Dirty Mind – Sem chuva púrpura e sem símbolo no nome, Prince era apenas um ninfomaníaco capaz das capas mais horrorosas de todos os tempos e de um som pioneiro. Talvez a maior guinada na carreira de um artista em todos os tempos, Prince abandona a disco para infiltrar a música black no post-punk e criar um híbrido, que mais tarde serviria de prato cheio para Michael Jackson versão Thriller, Cindy Lauper e qualquer ser que já passou pelo pop. Só podia ter pegado um pouco mais leve em letras sensualizadas que beiram o doentio (como na incestuosa Sister).

– The Jam – Sound Affects – Uma das bandas preferidas de gente como Herbert Vianna e os irmãos Gallagher, o The Jam é o puro finesse do punk. Paul Weller (que lançou o excelente 22 Dreams em 2008) cria um post-punk mais direto que o U2 de cima. Pretty Green (que tem uma ótima regravação do Santigold) e That’s Entertainment dão o tom agressivo e amável do disco. Salve Paul Weller, o rei dos mods!

– Arrigo Barnabé – Clara Crocodilo – Representante de uma época de entressafra da música nacional e um pouco menos conhecido que os artistas acima, Barnabé movimentou a Vanguarda Paulistana com uma música pouco comercial e muito genial. Clara Crocodilo mistura música dodecafônica (estilo de estrutura musical complexa derivado do erudito) e narrativas de suspense com cara de gibi. Fato é que nunca houve nada parecido na música brasileira, seja antes ou depois. Fica aberto o desafio de ouvir músicas como a própria Clara Crocodilo e Diversões Eletrônicas e sair do lugar-comum.

Fonte: 1001 Discos para Ouvir antes de Morrer – Autor: Robert Dimery (GMT Editores)

Gravadora: Universal

MICHAEL JACKSON – “GOT TO BE THERE” E “BEN”

A estreia solo de Michael Jackson, então adolescente, e o disco que saiu em seguida, no mesmo ano de 1972, pela lendária gravadora Motown, estão sendo relançados agora no Brasil em CDs remasterizados pela Universal. “Got to be there” e “Ben” vão além da função de meros caça-níqueis. Os dois álbuns resgatam a era da inocência na tão conturbada trajetória do rei do pop, morto aos 50 anos. Canções clássicas como “Ain’t no sunshine”, do mestre Bill Withers, que abre o primeiro disco, foram imortalizadas por sua voz infantil e até hoje são sinônimo do que há de mais autêntico na soul music. Já “Ben”, além da faixa-título, traz as ótimas versões de “My girl” e “What goes around comes around”, entre outras. (LÍGIA NOGUEIRA)

Alguns dos discos da lista da ‘Esquire’. (Foto: Reprodução)

A revista masculina norte-americana “Esquire” divulgou em seu site nesta segunda-feira (9) uma lista com “75 discos que todo homem deve ter”. A “Esquire” adverte de antemão que a lista não tem nenhuma ordem específica e que ela é “incompleta”, mas traz álbuns essenciais para qualquer coleção de música pop.

A seleção passa por vários gêneros, incluindo punk (Ramones, Clash, Minor Threat), soul (Otis Redding, Ray Charles, Temptations) e hip-hop (NaS, Notorious B.I.G., Beastie Boys), entre outros. A lista também varia entre artistas consagrados (Beatles, Rolling Stones, David Bowie) e bandas mais obscuras (Explosions In The Sky, Luna, Bill Calahan). Outro ponto é a pequena quantidade de mulheres citadas – só Tina turner (em parceria com o ex-marido Ike) e Liz Phair estão listadas.

Confira abaixo a lista completa

“Darkness on the edge of town”, Bruce Springsteen
“Phases and stages”, Willie Nelson
“The Stone Roses”, The Stone Roses
“Lust for life”, Iggy Pop
“The rise and fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars”, David Bowie
“Live at the Apollo”, James Brown
“What’s going on”, Marvin Gaye
“Crooked rain, crooked rain”, Pavement
“Illmatic”, NaS
“Dire Straits”, Dire Straits
“American beauty, Grateful Dead
“Out of step”, Minor Threat
“Aftermath”, The Rolling Stones
“Paul’s boutique”, The Beastie Boys
“Led Zeppelin I”, Led Zeppelin
“Imperial bedroom”, Elvis Costello
‘The Cars”, The Cars
“Being there”, Wilco
“Destroyer”, KISS
“The bends”, Radiohead
“Gettin’ ready”, The Temptations
“Highway to hell”, AC/DC
“The dictionary of soul”, Otis Redding
“The headphone masterpiece”, Cody Chessnut
“The good, the bad, and the ugly soundtrack”, Ennio Morricone
“Blood on the tracks”, Bob Dylan
“Take a giant step/De ole foiks at home”, Taj Mahal
“Catch a fire”, Bob Marley
“MTV Unplugged in New York”, Nirvana
“The best of Mississippi John Hurt (Live at Oberlin College, 1966)”, Mississippi John Hurt
“The Traveling Wilburys, Vol. 1”, The Traveling Wilburys
“Live at the Old Quarter, Houston, Texas”, Townes Van Zandt
“Woke on a whaleheart”, Bill Callahan
“Rubber soul”, The Beatles
“The Velvet Underground & Nico”, Velvet Underground
“Workin’ together”, Ike & Tina Turner
“The Earth is not a cold dead place”, Explosions in the Sky
“True stories”, Talking Heads
“This is hardcore”, Pulp
“Appetite for destruction”, Guns N’ Roses
“In the wee small hours”, Frank Sinatra
“Sketches of Spain”, Miles Davis
“Combat rock”, The Clash
“Road to ruin”, The Ramones
“Marquee moon”, Television
“Animals”, Pink Floyd
“Doolittle”, The Pixies
“The adventures of Slick Rick”, Slick Rick
“Ready to die”, The Notorious B.I.G.
“The unreleased recordings”, Hank Williams
“Ten’, Pearl Jam
“Band of gypsys”, Jimi Hendrix
“Brighter than creation’s dark”, Drive-By Truckers
“Modern sounds in country and western music”, Ray Charles
“…And justice for all”, Metallica
“Fair warning”, Van Halen
“Reasonable doubt”, Jay-Z
“Pet sounds”, Beach Boys
“Exile in Guyville”, Liz Phair
“Look sharp!”, Joe Jackson
“Songs in the key of life”, Stevie Wonder
“Rage Against the Machine”, Rage Against the Machine
“Who’s next”, The Who
“Left to his own devices”, Vic Chessnut
“Ninfonia Nº. 5”, Beethoven
“Night beat”, Sam Cooke
“Songs of Leonard Cohen”, Leonard Cohen
“Penthouse”, Luna
“Buena Vista Social Club”, Buena Vista Social Club
“Small change”, Tom Waits
“Johnny Cash at Folsom Prison (Live)”, Johnny Cash
“Harvest”, Neil Young
“Mingus ah um”, Charles Mingus
“Sinfonia Nº. 5”, Gustav Mahler
“Grace”, Jeff Buckley