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Mick Jagger, vocalista dos Rolling Stones, acena

para os fãs durante o Festival de Cannes deste ano

(Foto: Reuters)
 
 
 
 
‘Ladies and gentlemen, The Rolling Stones’ foi filmado em 1972.

Imagens foram registradas durante quatro shows nos EUA.

O documentário “Ladies and gentlemen, The Rolling Stones”, filmado durante a turnê norte-americana de promoção do álbum “Exile on Main Street”, em 1972, vai ser exibido em cinemas na Europa e nos Estados Unidos entre os dias 16 e 29 de setembro. As informações são do site do semanário musical inglês “New Musical Express”.

O filme traz imgens restauradas de quatro apresentações dos Rolling Stones nas cidades de Fort Worth e Houston, além de uma entrevista exclusiva com o cantor Mick Jagger.

Entre os sucessos filmados ao vivo estão “Brown sugar”, “You can’t always get what you want”, “Tumbling dice” e “Jumpin’ jack Flash”.

Pôster do documentário ‘Rush: beyond the lightedstage’ (Foto: Divulgação)

Começam a ser vendidos nesta sexta-feira (4) os ingressos para as sessões especiais no Brasil do documentário “Rush: beyond the lighted stage”, sobre o trio canadense Rush.
O longa será exibido no próximo dia 17, às 21h, em salas da rede Cinemark no Rio de Janeiro (Shopping Downtown e Botafogo Praia Shopping); São Paulo (Shopping Eldorado, Shopping Metrô Santa Cruz, Shopping União de Osasco, Shopping Center Norte e Shopping ABC Plaza); Brasília (Pier 21); e Porto Alegre (Shopping Ipiranga).
Os ingressos podem ser comprados nas bilheterias dos cinemas onde o filme será exibido ou pela internet, no site Ingresso.com.

Prêmio do público em festival“Rush: beyond the lighted stage” registra os 42 anos de história de uma das bandas mais cultuadas entre fãs de rock e heavy metal, além de traçar perfis dos músicos Geddy Lee (vocal, baixo, teclados), Alex Lifeson (guitarras) e Neil Peart (bateria).

Dirigido por de Sam Dunn e Scot McFadyen, os mesmos de “Iron Maiden: flight 666” e “Metal: a headbanger’s journy”, o documentário conta ainda com depoimentos de gente como Gene Simmons (Kiss), Billy Corgan (Smashing Pumpkins), Kirk Hammet (Metallica) e do ator Jack Black, também integrante da banda Tenacious D.

No mês passado, o longa-metragem foi vencedor do prêmio do público no Festival de Tribeca, realizado em Nova York.
“Os melhores documentários são aqueles em que os personagens ‘saltam’ da tela, e é exatamente isso que ocorre com esta produção”, disse a diretora-executiva do evento Nancy Schafer à Reuters, na época.

Mais cidadesDe acordo com a assessoria de imprensa da MovieMobz, que distribui o filme no Brasil, existe a possibilidade de mais salas entrarem em circuito no Brasil. Isso vai depender apenas dos fãs, que vão poder se manifestar com pedidos até o dia 7 de junho, através do site http://www.moviemobz.com/. Se a demanda justificar a realização da sessão, ela será programada.

Em mais de qutro décadas de carreira, o Rush só teve uma passagem pelo Brasil. Foi em 2002, quando se apresentou em Porto Alegre, São Paulo e Rio. No Estádio do Maracanã, na capital carioca, reuniu quase 50 mil pessoas.

A banda norte-americana Metallica(Foto: Divulgação)

Um dos sete shows da turnê The Big Four, que reúne as bandas de thrash metal Metallica, Megadeth, Slayer e Anthrax, será transmitido ao vivo, via satélite, para cinemas do Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília e Salvador.

A sessões acontecerão no dia 22 de junho, às 21h, em salas da rede Cinemark no Shopping Downtown e Botafogo Praia Shopping (RJ); Eldorado Shopping (SP); Pier 21 (DF); e Cinemark Salvador (BA). As vendas antecipadas começam a partir do dia 9, no site ingresso.com e nas bilheterias do Cinemark. O ingresso custa R$ 80.

De acordo com a assessoria de imprensa da distribuidora Moviemobz, responsável pela exibição no Brasil, a programação definitiva, com o número exato das salas e os horários, só deve ser divulgada no próximo dia 15.

O show — que acontecerá em Sofia, na Bulgária, e faz parte de uma turnê com sete datas realizada apenas na Europa — será exibido aproximadamente em 800 cinemas de 30 países da América do Norte, Europa e América Latina.
Ainda de acordo com a distribuidora, existe a possibilidade de que reprises sejam exibidas nas semanas seguintes, já que, no dia 22, as salas de cinema estão ocupadas por conta da estreia da animação “Toy story 3”.

Documentário sobre o RushO documentário “Beyond the lighted stage”, sobre a banda canadense Rush, também tem sessões especiais programadas para os cinemas brasileiros.
Vencedor do prêmio do público do Festival de Tribeca 2010, o documentário conta a trajetória do trio formado por Geddy Lee, Alex Lifeson e Neil Peart desde os primeiros anos em Toronto, passando pelos álbuns mais importantes, até hoje.

O longa será exibido em nove salas da rede Cinemark em São Paulo, Brasília, Porto Alegre e Rio de Janeiro, no próximo dia 17, às 21h. Os ingressos estarão à venda também através do site ingresso.com e nas bilheterias a partir desta sexta (4).
“Beyond the lighted stage” foi dirigido por Sam Dunn e Scot McFadyen — os mesmos de “Flight 666”, sobre o Iron Maiden — e traz imagens raras, além de entrevistas com artistas como Gene Simmons (Kiss), Billy Corgan (Smashing Pumpkins) e Kirk Hammet (Metallica).

Integrantes do Rush em imagem usada para divulgar
o documentário da banda. (Foto: Divulgação)
Espectadores do Tribeca Film Festival, realizado em Nova York, elegeram o documentário “Rush: beyond the lighted stage” sobre a banda de rock Rush como o vencedor do prêmio Heineken Audience Award na edição 2010 do festival.

A produção canadense de Scot McFadyen e Sam Dunn – mesmos diretores do documentário “Flight 666”, do Iron Maiden, e “Metal: A headbanger’s journy” – ganhou a quantia de US$ 25 mil na noite deste sábado.

O filme registra os 42 anos de história da banda, cultuada entre fãs de rock e heavy metal, e contém depoimentos de personalidades como Gene Simmons, Billy Corgan e Jack Black, além de traçar perfis dos músicos do Rush Geddy Lee, Alex Lifeson e Neil Peart.

“Os melhores documentários são aqueles em que os personagens ‘saltam’ da tela e é exatamente isso que ocorre com esta produção”, disse a diretora-executiva do Tribeca Film Festival Nancy Schafer.

Segundo os diretores do longa, “receber o prêmio significou tanto para nós quanto o Rush significa para seus fãs”. “Foi ótimo ver fãs e não-fãs da banda vendo o documentário juntos e se divertindo”, completaram McFadyen e Dunn.

Documentário choca ao escancarar a cultura funk em festival de NY. (Foto: Mariana Vianna/Divulgação)

“Para mim é chocante”, afirma a russa Anna Klimanova, 22 anos, ao sair da sessão de “Favela on blast”, filme exibido nesta quinta-feira (6) no Cine Fest Petrobras Brasil-NY. Ela se refere às mulheres personagens do documentário de Leandro HBL e Wesley Pentz, as MCs que sobem aos palcos dos bailes funk para mostrar danças sensuais e cantar letras escrachadas sobre sexo.

“Não posso julgá-las, elas cresceram dessa forma. Mas não acho que seja legal. Não sei se há chance de isso mudar, mas espero que sim. Que as pessoas possam crescer com outros valores familiares”, deseja a jovem, que por namorar o empresário brasileiro André Pimentel, 35 anos, vem acompanhando fielmente a produção cinematográfica brasileira.

“Gostei muito do filme”, elogia. “Pelo cinema você pode aprender muito sobre a cultura, as pessoas, a vida dos brasileiros. E quanto mais eu aprendo, mais amo”, diz a russa, que já viu também “Budapeste”, “Cidade de Deus” e “Se eu fosse você”, entre outros.

De fato, “Favela on blast” deixa o espectador em contradição. Se causa desconforto ao mostrar a vulgaridade e a exposição do sexo nos bailes funk, conquista o público com um retrato autêntico e honesto da cultura popular brasileira. Dilema solucionado de forma simples, pela colocação de um dos MCs entrevistados pelos cineastas: a certa altura do longa, ele diz que fora questionado por um repórter que afirmava que a poesia da favela havia terminado. “Em que mundo você vive? Você quer que eu cante o quê? ‘Alvorada lá no morro que beleza’?”, dispara, citando verso famoso da canção de Cartola.

Nascido no Brasil e vivendo nos Estados Unidos há cinco anos, o artista plástico Renê Nascimento acredita que expor os problemas é uma forma de caminhar rumo às soluções. “A gente sempre quer mostrar para o estrangeiro o que a gente tem de melhor, que somos um grande país, bonito, rico, elegante. Mas tudo isso acontece, sim. É verdade. Então, acho que tem que mostrar. É a única maneira de tentar resolver essa questão. Tampar o sol com a peneira não adianta.”

Pimentel divide com a namorada a expectativa de que a situação de miséria do país melhore. “[Ver o filme] me faz querer que o Brasil fosse um pouco igual aos Estados Unidos, culturalmente evoluído. Minha sensação é o desejo de que as coisas fossem melhores, que as pessoas tivessem um outro tipo de influência cultural”, afirma.

Arnaldo Baptista, criador dos Mutantes. (Foto: Divulgação)

Gênio precoce. Drogado. Louco. A trajetória de Arnaldo Baptista, um dos artistas mais criativos que a música brasileira já teve, não raro vem acompanhada de adjetivos extremos. Na tela do cinema, a história de sua vida ganha as cores fortes dos quadros que ele pinta, isolado em um sítio em Minas Gerais, onde vive hoje na companhia de sua terceira mulher.

Depois de ser exibido na programação da 32ª Mostra de Cinema de São Paulo, em 2008, o documentário “Loki” estreia neste fim de semana no circuito. O filme dirigido por Paulo Henrique Fontenelle mostra como o multi-instrumentista e compositor criou os Mutantes antes mesmo de atingir a maioridade e se tornou um revolucionário na companhia do irmão Sérgio Dias e da cantora Rita Lee, com quem foi casado durante um curto período.

Ídolo da juventude em plena ditadura militar, o trio temperou a cultura nacional com seu humor e irreverência regados a drogas e muito rock ‘n’ roll. E é ao som de suas guitarras psicodélicas que a trama vai costurando imagens históricas, depoimentos de músicos, produtores, familiares e amigos, enquanto o próprio retratado pinta um quadro – atividade que vem exercendo desde que se mudou de São Paulo nos anos 80.

Da época em que formou o grupo The Thunders com os amigos de colégio – que daria origem aos Mutantes ao se misturar com as Teenage Singers, do qual Rita Lee fazia parte – até o retorno da banda 33 anos depois, em um show em homenagem à tropicália em Londres, com Zélia Duncan nos vocais, o filme passa a limpo a trajetória de Arnaldo Baptista e mostra sua importância definitiva às novas gerações.

Se no palco os Mutantes ficaram conhecidos como a banda de apoio de Gilberto Gil na canção “Domingo no parque” – sucesso nos festivais no final dos anos 60 -, nos bastidores a banda ficou enfraquecida por entorpecentes e relacionamentos conturbados. Com a saída de Rita Lee e o consequente fim do grupo, Arnaldo Baptista caiu em depressão e foi internado diversas vezes.

“A gente entrou num labirinto sem uma cordinha para amarrar atrás”, resume Sérgio Dias, em um dos diversos depoimentos reunidos em “Loki”.

Assim como acontece em “Simonal – Ninguém sabe o duro que dei”, de Claudio Manoel, o mérito do documentário é justamente não se prender a tentativas de julgamento moral. Ambos os filmes expõem, acima de tudo, a relevância histórica de seus biografados. E, de quebra, o expectador ainda ganha uma trilha sonora de arrebentar.

Gravadora americana lança álbum de inéditas dos Mutantes

A gravadora America Anti Records – que reúne em seu catálogo discos de Tom Waits e Nick Cave, entre outros artistas – anunciou o lançamento do novo álbum de inéditas dos Mutantes em mais de 30 anos. Segundo o selo, o disco intitulado “Haih” chega às lojas no dia 8 de setembro.

Além do guitarrista Sérgio Dias, a nova formação do grupo reúne Bia Mendes e Fábio Recco (vocais), Dinho Leme (bateria), Simone Sou (percussão), Henrique Peters (teclados, flauta doce e vocais), Vitor Trida (teclados, flautas, viola, cello e vocal) e Vinícius Junqueira (baixo).

Repetindo o feito de 1968, quando deu aos Mutantes a canção “Minha menina”, Jorge Ben Jor compôs especialmente para a nova fase da banda paulistana a faixa inédita “O careca”. O disco tem ainda sete parcerias de Sérgio Dias com Tom Zé, entre elas “Samba do Fidel”, “Anagrama” e “Dois mil e agarrum”, que contou com participação de Mike Patton, do Faith No More.

Cartaz do filme ‘Woodstock – 3 Days of Peace and Music’. (Foto: Reprodução)

“Woodstock – 3 Days of Peace and Music” é a nova edição do documentário “Woodstock – Onde tudo começou”, com o qual Michael Wadleigh retratou o marco do movimento hippie em 1969 e cujo lançamento nesta quinta-feira (4), em Nova York, abriu as comemorações pelo 40º aniversário do famoso evento.

Atuações nunca vistas de Joan Baez, Santana, The Who ou Joe Cocker no festival que revolucionou a história do rock entre 15 e 18 de agosto de 1969 poderão ser vistas novamente agora graças à edição de colecionador do filme, com o qual Wadleigh imortalizou o evento.

“Muitos desses artistas já não estão aqui, mas o espírito deles sobrevive em nós, em todos os que mantivemos os ideais da geração de 1960”, disse Wadleigh durante a apresentação à imprensa da nova edição de um documentário que deu a volta ao mundo e com o qual ganhou um Oscar em 1971.

O diretor se mostrou “entusiasmado” com a qualidade da imagem e do som na nova edição do filme, gravado com cinco câmeras enquanto se produzia um acontecimento que reuniu cerca de 500 mil pessoas sob o lema de “sexo, drogas e rock’n’roll”, em uma fazenda cerca de 129 quilômetros de Nova York.

“O certo é que todas essas pessoas estavam lá por algo mais que uma música maravilhosa e foi isso o que retratamos no documentário”, explicou o diretor, que manteve os irreverentes cabelos longos que usava nos anos 60, quando embarcou em uma história que então soava a “ecologia, comunismo e cultura”.

Para o cineasta, “Woodstock – Onde tudo começou” e “Woodstock – 3 Days of Peace and Music”, de quatro horas de duração, são “um trabalho decente e honesto que utiliza o festival como metáfora de quanta coisa aconteceu durante a década de 60 nos Estados Unidos”.

Scorsese

“É maravilhoso ver esta nova versão. Leva você diretamente para aquele tempo, para aquele show e deixa você tão cansado como se tivesse estado lá”, explicou o cineasta, que contou com o então pouco conhecido Martin Scorsese como assistente de direção.

Wadleigh foi acompanhado nesta quinta na apresentação do documentário por membros de algumas das bandas que revolucionaram a história do rock naqueles dias de agosto, nos quais nem a incessante chuva nem o desconforto de público e artistas conseguiram fazer fracassar o que muitos definem como o melhor show da história.

“Tentou-se imitar muitas vezes Woodstock, com réplicas em muitos lugares, mas jamais se conseguiu reproduzir o que vivemos ali”, disse Michael Carabello, percussionista da primeira banda de Santana que participou no então chamado Festival da Música e da Arte de Woodstock.

Na nova edição do documentário, aparecem partes da atuação de Carabello nunca vistas. O músico afirmou que jamais poderá esquecer “o medo” que sentiu ao se ver “diante de meio milhão de pessoas, quando a banda sequer tinha um disco no mercado”.

A nova edição do documentário inclui duas horas de material inédito de 13 bandas, entre as quais, além de Santana, estão Sha Na Na, The Grateful Dead ou Creedence Clearwater Revival.

Fracasso financeiro

“Ainda tentamos resolver um enigma: o que fez tanta gente ir até Woodstock”, brincou Joel Rosenman, um dos organizadores, junto a Michael Lang e Artie Kornfeld, de um show que definiu como “o paraíso, apesar das filas, das aglomerações, da chuva e do barro”.

Os cérebros que organizaram o festival não escondem que o evento foi “um enorme fracasso financeiro”, como lembrou Lang, que também reconheceu que, se Woodstock acabou conseguindo dinheiro e ocupando um lugar no mundo, foi graças ao documentário de Wadleigh.

“Acontece o mesmo em qualquer lugar do mundo, sempre há alguém que me diz que esteve em Woodstcok. O que ocorre é que a fita chegou a todas as partes e ofereceu a oportunidade a novas gerações de desfrutar de uma experiência brilhante”, explicou Lang.

“Woodstock – 3 Days of Peace and Music” será colocado à venda em DVD ou Blue-ray em 9 de junho nos Estados Unidos.