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Bob Dylan inaugura exposição com quadros inspirados no Brasil – Colherada Cultural

A nova coleção Brazil Series do legendário músico americano Bob Dylan, um aficcionado também da pintura, foi apresentada pela primeira vez nesta quinta-feira (2) no Statens Museum for Kunst, o maior de Copenhague.

O curador Kaspar Monrad deu mais detalhes sobre o evento.

AFP PHOTO / SCANPIX DENMARK – KELD NAVNTOFT

Bob Dylan não anunciou sua presença na inauguração

Bob Dylan não anunciou sua presença na inauguração. É uma pessoa muito tímida, mas como está se apresentando na Europa, talvez venha ao museu. Bob Dylan não é apenas um artista legendário, como também um pintor apaixonado, o que não é comum entre os cantores de rock que se dedicaram à pintura, sem sucesso.

A coleção, que compreende cerca de 40 telas pintadas em acrílico e oito desenhos, ficará aberta ao público até 30 de janeiro de 2011.

– É uma coleção que jamais foi exposta, que foi feita para o Statens Museum for Kunst entre 2009 e o primeiro trimestre de 2010. Estes quadros mostram paisagens da vida cotidiana na cidades, as favelas e o campo do Brasil, para onde Bob Dylan viajou em várias oportunidades. Também há quadros dramáticos sobre amores infelizes, ajustes de conta mafiosos e outras cenas que mostram o fascínio do artista pela diversidade desse país.

O museu dinamarquês entrou em contato com o agente de Bob Dylan no final de 2008 para pedir ao artista uma nova coleção de pinturas, afirmou.

“Visitei o Statens Museum for Kunst, que é impressionante, e foi uma surpresa para mim quando me pediram para criar obras especificamente para este museu”, enfatizou Bob Dylan em um comunicado publicado pela galeria.

“Foi uma grande honra e um desafio muito apaixonante”, acrescentou, explicando que escolheu o Brasil como tema da exposição porque esteve no país várias vezes e porque gosta muito de seu ambiente.

O astro americano da música folk, de 68 anos, expôs sua coleção anterior, Drawn Blank Series, na Alemanha, em 2007, e no Reino Unido, em 2008.

Os Rolling Stones nos anos 60, antes da fama, em foto de Philip Townsend (Foto: Reprodução)

Uma mostra deve expor em Manchester (norte da Inglaterra), a partir do dia 18 de setembro, a primeira sessão de fotos dos Rolling Stones, uma série de instantâneos inéditos com um “magro e faminto” Mick Jagger como protagonista.
Em 1963 o jovem fotógrafo britânico Philip Townsend foi encarregado de realizar a primeira sessão de fotos de uns ainda desconhecidos Rolling Stones, que posaram para sua objetiva em Belgrave Square, uma praça central de Londres.

Segundo relata o próprio Townsend, nessa época Jagger não tinha dinheiro, passava fome e andava à caça de um contrato com uma gravadora.

Cara de mau

Antes de começar a sessão de fotos, o líder da banda que mais tarde imortalizaria músicas como “(I can’t get no) Satisfaction” pediu ao fotógrafo que lhes comprasse um pouco de comida em uma venda próxima.

“Eles não tinham dinheiro. Nessa época ganhavam 15 libras por show. Quando voltamos com a comida, vi uma casa com uma grande pixação do outro lado da rua e fizemos as fotos ali”, conta o fotógrafo.

Segundo Townsend, o então representante do grupo, Andrew Oldham, tinha lhes aconselhado a fazer cara de “maus e desagradáveis” nessas fotos que serão exibidas até o mês de janeiro em Salford Quays (Manchester).

Junto a esta sessão inédita dos Rolling serão expostos outros trabalhos de Townsend, também realizados nos anos 60 com personagens como Grace Kelly, os Beatles e Winston Churchill.

O trabalho de Townsend se distingue do de outros fotógrafos de sua geração por seu costume de incluir em seus retratos paisagens e fundos da época, quando o habitual eram os retratos centrados na imagem do personagem.

Os músicos Mick Jagger e Keith Richards em rara imagem, que será exibida em Londres. (Foto: David Montgomery/Divulgação)
Uma exposição em Londres, na Inglaterra, exibirá imagens inéditas e raras dos integrantes da banda Rolling Stones. As fotografias, clicadas na década de 1970, formam a mostra “The Rolling Stones: against the wall”.

Entre as fotos – feitas pelos fotógrafos David Montgomery, Roberto Rabanne e Bob Gruen – está um ensaio com os músicos Mick Jagger e Keith Richards seminus.

Montogomery, o autor dos cliques, disse ao jornal “The Guardian” que foi muito difícil conseguir que o temperamental Jagger topasse tirar a roupa para o ensaio.

Segundo o fotógrafo, Jagger chegou a seu estúdio mal-humorado, com cinco horas de atraso e sem querer nem olhar para as lentes da câmera. “Eu suponho que eles estavam apenas tendo uma atitude rock’n’roll. Clicá-los era como lutar contra o diabo – e veja que eu estava fotografando muitas pessoas famosas naquela época.”

A exposição abre ao público na próxima terça-feira (13), na galeria Scream, localizada na capital inglesa, e fica em cartaz até o dia 3 de julho.

Menina passa em frente a painel gigante, que reproduz a capa do álbum ”Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band”, exibido na mostra ”Beatlemania”, em Hamburgo. A exposição sobre a lendária banda britânica abre na sexta (29) para o público (Foto: Roland Magunia/AFP)

Bonecos reproduzindo a banda fazem parte da mostra, que reúne ainda souvenirs, acessórios de fãs e autógrafos do grupo (Foto: Roland Magunia/AFP)

Visitante caminha em frente à capa do álbum ”Abbey Road”, exposta na mostra ”Beatlemania” (Foto: Roland Magunia/AFP)

Yoko Ono, viúva de Lennon, abre mostra sobre o ex-Beatle. (Foto: Reuters)

Camiseta usada por John Lennon na famosa fotografia de Bob Gruen está em exposição em Nova York. (Foto: Reuters)

Os anos que John Lennon passou em Nova York e os eventos políticos em que se envolveu, assim como alguns de seus objetos pessoais e outros relacionados a música, foram reunidos por sua viúva, Yoko Ono, e pelo museu do Rock and Roll na cidade em uma exposição que começa nesta terça (12).

“Cada aspecto da vida de John em Nova York está representado pela primeira vez. John era músico, artista, ativista pacífico, pai e marido, e Nova York foi a cidade que lhe deu as bases e a liberdade para ser tudo isso”, destacou Yoko Ono, em coletiva de imprensa.

Nas salas do famoso museu nova-iorquino será possível ver desde os famosos óculos redondos do ex-beatle, que ele usava no dia de seu assassinato (8 de dezembro de 1980), até uma camiseta branca da cidade de Nova York.

A exposição, intitulada “John Lennon: Os anos em Nova York”, é aberta a partir desta terça (12) ao público e poderá ser visitada até o fim do ano, embora seus organizadores não descartem que possa se tornar permanente.

Lennon (1940-1980) chegou à cidade em 1971 e, um ano mais tarde, deu seu maior show solo no emblemático Madison Square Garden, que ficou registrado no álbum “Live in New York City”.

A letra da canção que dá nome ao disco, junto com o violão que tocou em sua última atuação pública nesse mesmo palco acompanhado de Elton John, em 1974, faz parte também da mostra.

“John era apaixonado pela cidade e quando se está apaixonado se esquece que existe um passado”, disse Ono, afirmando que, “de certo modo, deve ter sido duro para John ser o único beatle a viver em Nova York, longe de seus amigos”.

Segundo Ono, “John era muito nova-iorquino, era uma pessoa muito inteligente e sensível, e logo após chegar à cidade sentiu que era seu lar”.

A mostra captura uma época na vida de Lennon repleta de ativismo político e social contra a Guerra do Vietnã, o que chegou até a ser um argumento do Governo Richard Nixon (1969-1974) para tentar sua deportação.

Cartas de apoio
As cartas de apoio que recebeu de algumas personalidades americanas do momento, assim como o cartão de residência que conseguiu no mesmo dia de seu 36º aniversário, quando também nasceu seu filho Sean, estão incluídas na exposição.

A maioria destes objetos procede do Museu do Rock and Roll de Cleveland, Ohio, e do museu que leva o nome do artista em Tóquio. A eles se somam os itens que sua mulher forneceu, alguns deles nunca antes mostrados ao público.

“Era muito importante para mim que essa exposição fosse completa e, embora tenha sido muito difícil, voltei a revirar os armários”, explicou Ono, que afirmou que, ao passear pela exposição, sente muita “tristeza” pela ausência do marido.

Entre fotografias, instrumentos e vídeos do cantor, a mostra também inclui vários desenhos e pinturas de Paul McCartney, Ringo Starr e George Harrison.

“Eu teria gostado de colocar mais obras, mas queríamos manter o equilíbrio, já que não se trata de uma exposição de arte. Um dia eu gostaria de montar uma exposição só com algumas dessas obras”, afirmou Ono.

O compromisso antibelicista do casal também se reflete através da lembrança das mais de 932 mil pessoas que, desde dezembro de 1980, quando Mark David Chapman atirou em Lennon, morreram por causa das armas nos EUA.

Nos anos 70, “John e eu tínhamos uma atitude um pouco reticente em relação aos museus porque destoavam da realidade. Agora estamos em uma posição em que temos que fazer todo o possível para divulgar uma mensagem pacífica, e fico feliz que esse espaço acolha uma exposição sobre uma pessoa que acreditou tanto na paz”, afirmou Yoko Ono.

Deanna Brown, filha do cantor James Brown, caminha entre os itens de uma exposição dedicada ao ‘padrinho do soul’ inaugurada no último dia 20 na Universidade do Estado da Carolina do Sul. A mostra reúne diversos objetos pessoais do cantor, incluindo os ternos chamativos com que se apresentava e as roupas que Brown vestiu no hospital e no velório logo após sua morte em 2006. (Foto: Mary Ann Chastain/AP)

Também estão na exposição obejtos pessoais do ator, incluindo antigos artefatos asiáticos e dos norte-americanos nativos, correntes de ex-escravos, telescópios usados por conta de sua paixão pela astronomia e até os bobs que Brown usava para produzir o topete que virou sua marca registrada. Após resolver questões ainda pendentes na Justiça, a família do cantor espera construir um museu para ele em sua casa em Beech Island. (Foto: Mary Ann Chastain/AP)