Arquivo da categoria ‘festival SWU’

Chester Bennington em show do Linkin Park no Festival SWU (11/10/2010).
Não é só no novo disco do Linkin Park, “A Thousand Suns”, que aparecem os toques da produção de Rick Rubin. O show que a banda fez na noite desta segunda-feira (11), no encerramento do SWU Music and Arts Festival, também traz grande influência do trabalho do produtor, que parece ter mudado o rumo da banda para um som mais arrastado e com menos rap.

Apesar do atraso de 1h do Queens of The Stone Age, o Linkin Park não foi prejudicado, entrando no horário marcado para a banda no Palco Ar. Com uma bandeira do Brasil estendida em frente ao palco, o grupo de Chester Bennington mostrou sua tradicional mistura de rap com metal, inserindo elementos eletrônicos nas músicas. A banda abriu a apresentação com as novas “The Requiem” e “The Radiance”.
Do novo disco entraram músicas como “Jornada del Muerto”, “Wretches and Kings”, “Wisdom, Justice and Love” e os singles “The Catalyst” e “New Divide”. Dos antigos hits estavam “Numb”, “Crawling”, “One Step Closer”, Shadow of The Day”, quando Chester desceu até a grade da área premium e cantou junto à plateia, e “In The End”, que entrou no bis. Já no início da madrugada para terça-feira (12), o Linkin Park tocou para uma plateia pequena, mas fiel à banda, aquecendo o restante do público para o DJ Tiësto, que encerra a primeira edição do SWU.

Encerramento

O último dia do SWU foi aberto pelo músico cabo-verdiano Iló Ferreira, que estava na programação de domingo (10), mas teve seu show cancelado por problemas técnicos. A apresentação de meia-hora do músico antecedeu Alain Johannes e a banda Crashdïet no mesmo espaço. No palco ao lado, Gloria e Rahzel deram as batidas do metal. Apesar do remanejamento de Iló para o lineup do dia, os shows não foram prejudicados, já que a produção diminuiu os intervalos para não gerar atrasos.

A programação de encerramento do festival foi calcada nas bandas de rock e som pesado. Os irmãos Cavalera fizeram sua primeira apresentação no Brasil com o Cavalera Conspiracy, enquanto o Avenged Sevenfold trouxe o ex-baterista do Dream Theater, Mike Portnoy, para o show e encontrou fãs devotos  na plateia. O Queens of The Stone Age fez um dos shows mais barulhentos do festival, que teve também Incubus. Deslocados, os veteranos do indie rock Yo La Tengo foram vaiados e o Pixies.

Anúncios

O cantor Zack de la Rocha se apresenta com o Rage Against The Machine no primeiro dia do Festival SWU (09/10/2010).

A maratona de três dias do SWU Music and Arts Festival, em Itu, chegou ao final na madrugada desta terça-feira (12). No total, 74 atrações dividiram as mais de 50 horas de música para 150 mil pessoas que passaram pela Fazenda Maeda, a cerca de 100 km de São Paulo, para a primeira edição do evento.

 Bandas que vieram ao Brasil pela primeira vez, como Rage Against The Machine e Sublime With Rome, juntaram-se ao retorno de Los Hermanos, a veteranos como Pixies e Yo La Tengo, e ao peso que fechou o último dia do festival, com Linkin Park e Queens of The Stone Age.

A abertura do evento, no sábado (9), teve programação variada: a estreia do Rage Against The Machine no Brasil, que enfrentou problemas de som e teve seu show interrompido por causa de tumulto na plateia; o Mars Volta que tocou Marianne Faithfull por 15 minutos; a volta do Los Hermanos, que insiste em dizer que mantém o “recesso”; o Apples in Stereo no Palco Oi; e a tenda eletrônica com MSTRKRFT e Crystal Method, entre outras atrações. A noite também ficou marcada pelos contratempos que o público enfrentou para deixar a fazenda e para comprar alimentos.

O segundo dia foi marcado pelo pop, com a presença de Dave Matthews Band, o show burocrático do Kings of Leon, a elegância de Joss Stone, o brasileiro Otto com show novo, além de Jota Quest e Capital Inicial com fãs fieis na plateia. A terceira e última noite ficou dedicada ao som pesado, representado por bandas como Avenged Sevenfold, Cavalera Conspiracy –que estreou ao vivo no Brasil–, Queens of The Stone Age e a última banda do evento, Linkin Park, além dos indies Yo La Tengo e Pixies. Na Tenda Oi Novo Som, o norte-americano Josh Rouse deu ao público um momento de tranquilidade, tocando suas canções no violão.

Conscientização

Criado com a ideia de promover a sustentabilidade, o Festival SWU mostrou que a conscientização de parte do público ainda precisa de mais trabalho. No final da noite ainda é grande a quantidade de lixo –como latas, garrafas pet e sacos plásticos– jogada no chão da arena onde está montada a estrutura do festival. Em entrevista durante o evento, o publicitário e idealizador do festival, Eduardo Fischer, declarou que o mau hábito de jogar o lixo pelo chão se deve “aos 500 anos de colonização”.

Todos os 150 mil ingressos para os três dias do festival foram vendidos, de acordo com a produção. Os fóruns sobre sustentabilidade reuniram 1.500 pessoas ao todo. Dos 160 atendimentos médicos registrados, 30% foram relacionados a casos de hipotermia, já que durante a noite a temperatura em Itu chegou a 10°C. Em entrevista coletiva na tarde de domingo, o coordenador de produção do SWU, Caco Lopes, afirmou que os contratempos foram um “aprendizado” e que já pensam em uma segunda edição do festival.

A cantora inglesa Joss Stone se apresenta no Festival SWU, em Itu (10/10/2010).

Liberdade resume o que é Joss Stone no palco e o que ela faz com sua música. Não a toa seu novo disco chama-se “Colour Me Free”. Ela, que neste domingo (10) cantou pela primeira vez em um festival brasileiro no SWU, em Itu, parecia satisfeita em mostrar no Brasil seu trabalho mais recente, após uma longa batalha com sua gravadora.

Com um vestido longo e tradicionalmente com os pés descalços, Joss levou elegância ao Palco Água, montado na Fazenda Maeda. Acompanhada de uma banda talentosa e bem humorada, incluindo naipe de metais e um trio vocal, Joss cantou com paixão e sensualidade as composições de “Colour Me Free”, lançado no ano passado, com o single “Free Me”.

Comovida com a quantidade de pessoas em seu show, Joss agradeceu a presença da plateia e à paixão dos fãs pelo seu trabalho. “Eu vejo aqui muitas pessoas que amam música. Obrigada por isso. É o que fazemos”, disse. A frase soou como um cutucão no episódio de sua briga com a gravadora EMI, que inicialmente hesitou em lançar “Colour Me Free”, alegando que não era um bom disco e que não iria vender
.
Sempre sorridente, a musa do soul se comunicou com o público cantando e provando, mais uma vez, suas destrezas vocais. “Quero ouvir vocês comigo”, cantarolava a pedido de gritos da multidão, enquanto tentava se aquecer com uma caneca de chá nas mãos. “Estou congelando”, disse ela, referindo-se aos cerca de 10ºC que fazia na fazenda.

A apresentação de 40 minutos foi encerrada com o hit “Right To Be Wrong” e uma versão alongada para a frase “leave me alone”.
Dave Matthews Band é a próxima atração no palco ao lado. Na sequência, o Kings of Leon encerra a programação de shows deste segundo dia de festival.

Já está quase tudo pronto para o SWU, que começa neste sábado (9), em Itu.

Veja a programação do evento

A estrutura na Fazenda Maeda está montada. Os fãs que vão acampar no local também já começaram a chegar e a montar suas barracas.


Veja como chegar ao SWU

Mais de 70 atrações vão se revezar nos palcos até o dia 11, quando o festival chega ao fim.

Confira a previsão do tempo para os dias de show

O espaço total tem 170 mil metros quadrados.
Fonte:R7

Vista aérea da fazenda Maeda, em Itu (SP), onde está montada a estrutura do Festival SWU (05/10/2010)

Pouco menos de quatro meses depois do anúncio oficial, o SWU Music and Arts Festival zera neste sábado sua contagem regressiva para o início do evento. Mais de 70 atrações estarão divididas em quatro palcos durante três dias de música.

 O festival acontece neste sábado (9), domingo (10) e segunda-feira (11), véspera de feriado, na fazenda Maeda, em Itu, a cerca de 100 km de São Paulo.

Com presença de Rage Against The Machine, Linkin Park, Dave Matthews Band, Queens Of The Stone Age, Kings of Leon, Los Hermanos, Os Mutantes e Capital Inicial, entre outros, o SWU acontece nos moldes de grandes eventos musicais internacionais, como Coachella, nos Estados Unidos, e Glastonbury, na Inglaterra, com áreas de camping no local dos shows. São esperadas 50 mil pessoas por dia.

Além da programação musical, o evento terá fórum para discutir sustentabilidade e meio ambiente, mostra de artes com curadoria do artista plástico Eduardo Srur, exposição com obras de Franz Krajcberg e outras atividades paralelas. O UOL Música visitou a fazenda Maeda e dá algumas dicas essenciais para aqueles que ainda não fizeram as malas ou estão se planejando para o festival.

Ingressos
Ainda há ingressos avulsos à venda por R$ 210 (pista comum) e R$ 580 (área premium), e passaportes para os três dias por R$ 570 (pista comum) e R$ 1.680 (área premium). Pelo site http://www.ingressorapido.com.br/ é possível comprar até as 10h de cada dia. Como não dá tempo do bilhete ser enviado, o comprador retira o ingresso na bilheteria da arena.

Nos postos de venda é possível comprar até o último dia do festival, inclusive enquanto os shows estiverem acontecendo. A organização também montou pontos de venda na arena. Nesta sexta-feira (8), a bilheteria funciona das 9h às 22h. De sábado até segunda, ficará aberta das 9h às 2h.

Informações gerais
O portão para entrada na arena do festival será aberto ao meio-dia. É proibido ir ao evento com instrumentos musicais (estão liberados apenas no camping), notebooks, câmeras profissionais de foto e vídeo, cadeiras, alimentos, bebidas, objetos cortantes, correntes e bandeiras de mastro. Na arena há sinal para celular e uma área para carregar pilhas e baterias dos aparelhos a partir de energia solar.

A previsão para os três dias de festival é de sol e céu com poucas nuvens, por isso não deixe de fora da mochila protetor solar e labial, repelentes de insetos, boné ou chapéu e óculos escuros. Ainda que a meteorologia não mostre chuva no local para o fim de semana é bom se prevenir para uma mudança repentina do tempo, já que há poucas áreas de refúgio para todo o público.

O piso é gramado e com áreas de terra que podem se transformar em lama. A produção aconselha os visitantes a irem de tênis, mas outra opção é levar galocha. Calçados e roupas leves e confortáveis são essenciais para quem vai passar mais de 12 horas no local: o piso apresenta desníveis e as caminhadas são inevitáveis, afinal são 240 mil m2 de área. Toalhas e cangas também podem entrar na mochila para estender no chão quando o cansaço bater.

Mil banheiros químicos estão dispostos no espaço da arena, a maioria numa área específica e acessível no meio do campo. Há 15 postos médicos para atender o público e, em casos graves, 11 ambulâncias e um helicóptero UTI estarão à disposição. A segurança ficará sob supervisão de 1.500 profissionais (500 deles estarão no camping).

Palcos
Os palcos Ar e Água são exatamente um ao lado do outro, por isso a programação é alternada e um show só começa quando o próximo termina. A topografia da área é inclinada, beneficiando a visão daqueles que estiverem mais distante do palco. A tenda eletrônica (Heineken Greenpeace) fica na lateral do campo e o Palco Oi Novo Som do lado oposto aos dois principais, ambos cobertos.

A área premium está a 4m de distância do palco principal e ocupa um espaço na lateral do palco Ar, com banheiros, bares e postos médicos exclusivos. A pista comum começa a 10m de distância dos palcos, atrás de uma grade de proteção que separa da área vip. Programe-se: os shows têm hora para acabar e serão tolerados apenas atrasos mínimos para as bandas. Veja no pé da página a programação dos palcos.

Praça de alimentação
Por ordens da vigilância sanitária, não é permitido entrar com qualquer tipo de alimento ou bebida no festival. Para isso, a organização montou uma praça de alimentação no local com opções variadas. Serão mais de 20 fornecedores entre pizza, churrasquinho, cachorro-quente, massas, temaki e vegetariana.
Os preços ainda não foram definidos, mas a organização adiantou que vai cobrar valores semelhantes aos shows de estádio. Nas praças de alimentação do evento serão aceitos cartões de crédito e débito Visa, Mastercard e American Express (Amex).

Bares estão espalhados no entorno da arena –a única bebida alcoolica vendida no evento será cerveja (Heineken). Não haverá bebedouros nem fontes de hidratação gratuitos, mas aqueles que voltarem ao bar com seu copo terão desconto na compra do próximo.

Estacionamentos

O estacionamento oficial do evento, chamado de “comum”, tem 16 mil vagas disponíveis. Quem optar por deixar o carro neste local terá duas opções de preço pela diária: R$ 100 com até três pessoas no veículo ou R$ 50 com quatro ou cinco. Para ônibus e vans, o preço é de R$ 40 por dia.

A ideia é incentivar a carona e o uso de transportes coletivos para “diminuir o trânsito e a emissão de poluentes”. No entanto, o estacionamento fica a 1,5 km até a portaria do evento.

O estacionamento premium, mais próximo da arena, é exclusivo para aqueles que compraram ingresso premium, para portadores de necessidades especiais e para os frequentadores do Fórum de Sustentabilidade. Lembre-se de pegar tudo o que precisa no carro, já que depois de entrar no festival não será permitida a saída para ir ao estacionamento e voltar para a arena.

A outra alternativa é utilizar os serviços de transporte oferecido pelo festival, que montou uma grande operação de logística. Há opções entre bolsões de estacionamento em São Paulo e Itu, ônibus (de R$ 20 a R$ 30) e parcerias com companhias de táxi. Mais detalhes estão no site do festival.

SWU MUSIC AND ARTS FESTIVAL
Quando: sábado (9), domingo (10) e segunda-feira (11)
Onde: Fazenda Maeda, em Itu (a cerca de 100 km de São Paulo); acesso pelo km 18 da rodovia SP-075 (ex-Rodovia do Açúcar), sentido Campinas-Sorocaba
Quanto: ingressos avulsos – R$ 210 (pista comum) e R$ 580 (área premium); passaporte para os três dias – R$ 570 (pista comum) e R$ 1.680 (área premium)
Ingressos: http://www.ingressorapido.com.br/, pelo telefone 4003-1212 e em mais de 60 pontos de venda
Censura: 16 anos –jovens de 14 anos entram acompanhados de pais ou responsáveis

Quem optar por uma das áreas de camping dentro da área do festival SWU, que será realizado em Itu, a 101 km de São Paulo, neste fim de semana terá direito a apenas um banho por dia. E este banho terá tempo contado: um temporizador estabelece o limite de sete minutos.

 Após este intervalo, o chuveiro é desligado automaticamente e não é possível religá-lo. O controle é feito para combinar com a proposta de sustentabilidade do festival.

Os moradores temporários terão um espaço de 16 metros quadrados, demarcado para que não haja problemas. A barraca tem que ser levada pelo dono.

 Para alugar o espaço, é preciso ter ingressos para os três dias do festival. Quem vai acampar estaciona de graça no evento, mas precisa chegar entre 10h de sexta-feira (8) e 10h de sábado (9).

No pacote está incluído um vale-banho, mas a água só vai cair durante sete minutos. “Desperdício zero de água, o banho é contado, minuto a minuto. Se a pessoa estiver inteira ensaboada vai ter que sair assim”, explicou Rodrigo Villela, responsável pelo camping.

Juntas, as duas áreas de camping do festival somam 100 mil metros quadrados.

Ninguém pode dizer que o rock e a lama não fazem uma parceria de sucesso. Desde Woodstock, em 1969, a terra molhada tem sido associada a festivais de música, hippies e liberdade.

O que não significa que seja agradável assistir a um show com o pé enfiado na lama gelada.
Assim, a organização do SWU Festival, que acontece de sábado a segunda-feira em Itu, está tomando várias providências para tentar minimizar o problema.
“Teve uma preparação do terreno na semana passado e choveu. Foi bom para descobrirmos os pontos críticos. Nas áreas mais complicadas, fizemos um novo esquema de drenagem e o terreno foi repreparado”, diz Milkon Chriesler diretor artístico do festival.
A organização encomendou 20 caminhões de cascalho para jogar em cima dos pontos críticos, alguns deles em frente ao palco principal.
O problema é que a meteorologia indica mais chuvas até sexta-feira. Pelo menos nos dias de shows, a previsão é que não vai chover.
Mesmo assim o diretor artístico pensa em apelar para um índio que, segundo relatos, teria poderes para espantar a chuva (leia texto abaixo). “Só para garantir”, diz ele, sem brincar.
Para o previsor Eduardo Gonçalves, da Somar Meteorologia, “a previsão ainda é bastante estendida e podem ocorrer alterações. Por enquanto, podemos dizer que a umidade vai continuar alta e dificilmente o solo secará”.
A prefeitura de Itu está disponibilizando máquinas e caminhões para emergências. “As estradas de acesso estão em condições normais de uso. Mas se chover, o cascalho não segura não… Vai virar uma lameira”, diz o vice-prefeito, Josimar Ribeiro.
IVAN FINOTTI
MARCUS PRETO

DE SÃO PAULO