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John Lennon, Yoko Ono e a banda Elephant’s Memory, em show nos anos 70.

Tanta coisa já foi produzida sobre os Beatles que o diretor Michael Epstein sabia que teria que dizer algo diferente em seu documentário sobre John Lennon, que estreou no último fim de semana no Festival de Cinema de Nova York.
O filme LENNONNYC relata a história dos quase dez anos vividos pelo ex-Beatle nos Estados Unidos mostrando-a como a história de um imigrante vindo para os EUA, e destaca a importância da cidade para Lennon e sua mulher, Yoko Ono.

Usando fitas de áudio inéditas e gravações não utilizadas de sessões de gravação em estúdios, o filme relata a vida de Lennon desde sua mudança para Greenwich Village, em Nova York, em 1971, até seu assassinato em 1980 diante do prédio em que vivia no Upper West Side.

Para Lennon, Nova York proporcionou um meio de fugir da Grã-Bretanha, onde achava que a mídia era intransigente com ele e Yoko Ono, diz o filme. Nova York lhe deu liberdade para viver uma vida mais normal, podendo jantar fora ou caminhar no Central Park, que ele adorava, sem ser incomodado por fãs ou imprensa.

Para o diretor Epstein, a história de Lennon serve para lembrar o que significa mudar-se para a América, especialmente em meio ao debate público atual sobre a imigração ilegal.
– Não compartilhamos um passado comum. O que compartilhamos, na melhor das hipóteses, é uma visão comum de futuro.

O filme fala do ativismo pacifista de Lennon, das tentativas do governo norte-americano de deportá-lo, do lançamento de seus álbuns Mind Games e Double Fantasy e do célebre fim de semana perdido (lost weekend) em que ele saiu de casa e mergulhou em bebedeiras.
Epstein disse que Lennon encontrou paz quando se afastou do cenário musical para criar seu filho com Yoko Ono, Sean, nascido em 1976.

– É nesse espaço doméstico tranquilo que ele constrói sua família e encontra sua redenção.

Sean Lennon tinha quatro anos de idade quando seu pai foi assassinado por Mark David Chapman, cujo nome não é mencionado no filme.

– Acho que a motivação de Chapman não colore a vida de John, nem confere sentido a ela. Ela não me aproxima mais da arte de Lennon.

LENNONYC foi produzido em parte pela série American Masters, da televisão pública, e terá uma exibição gratuita no Central Park em 9 de outubro, que seria o dia do 70º aniversário do ex-beatle.
O documentário inclui entrevistas com Yoko Ono, membros da banda Elephant’s Memory, que tocava com Lennon e Ono, o músico Elton John, o apresentador de talk show Dick Cavett e o fotógrafo Bob Gruen, que fez algumas das fotos mais emblemáticas de Lennon.

                          Pôster do filme que está em cartaz desde o começo de setembro
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