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A cantora e ex-modelo Carla Bruni. (Foto: Divulgação)

Aretha Franklin, Stevie Wonder e Carla Bruni-Sarkozy vão participar, entre outros artistas, de um espetáculo no próximo sábado (18), em Nova York, de comemoração do aniversário de Nelson Mandela.

O show do “Mandela Day”, inicialmente previsto para o Madison Square Garden, foi transferido para o Radio City Music Hall, segundo um comunicado dos organizadores.

O acontecimento encerrará uma semana de celebrações do 91º aniversário de Nelson Mandela, o “estadista legendário que, com seus sacrifícios, teve um imenso impacto sobre a humanidade”, diz o comunicado. O 90º aniversário de Mandela havia sido celebrado em Londres.

A campanha de coleta de fundos leva o número 46664, que era o de sua inscrição nas prisões africanas, nas quais passou 27 anos, antes de converter-se no primeiro presidente negro da África do Sul, governando de 1994 a 1999.

Durante o primeiro show da “Sticky & Sweet Round 2” (continuação da turnê que passou pelo Brasil ano passado), em Londres, Madonna homenageou Michael Jackson com um dançarino vestido como o Rei do Pop.

O “sósia” de Michael Jackson entrou durante “Holiday” ao som da base de “Billie Jean”, fazendo os passos de dança que foram eternizados pelo cantor como o “moonwalk”.

Depois entrou “Wanna Be Starting Something”, faixa que abre o álbum “Thriller” (1982, e Madonna e o restante dos dançarinos, que apenas observavam o “sósia” de Michael, também entraram na dança.

Madonna ainda pediu para seus fãs aplaudirem “um dos maiores artistas que o mundo já conheceu”.

A apresentação aconteceu na O2 Arena, local onde Michael Jackson ia fazer seus 50 últimos shows em solo britânico.


Paul McCartney com Tom Hanks, entre outros, na Calçada da Fama em Hollywood. (Foto: Reuters)

O ex-Beatle George Harrison recebeu uma estrela póstuma na Calçada da Fama de Hollywood nesta terça-feira (14), com uma pequena ajuda de amigos como Paul McCartney, Eric Idle e Tom Hanks.

Cerca de mil fãs estavam no momento em que a estrela de Harrison foi revelada do lado de fora da torre da Capitol Records pela sua viúva Olivia e seu filho Dhani, de 30 anos.

“Ele foi um homem lindo, místico, vivendo em um mundo material, e ele foi tão engraçado quanto o dia é longo, e tão perplexo quanto”, disse Olivia. “George, este dia é para você”.

Hanks acrescentou: “Todas as coisas devem passar, claro. Mas George irá viver para sempre”.

Harrison morreu de câncer em 2001, aos 58 anos. Idle, um membro da trupe de comédia “Monty Python”, notou que Harrison deu seu último suspiro na casa de McCartney em Los Angeles.

McCartney não falou para a multidão, mas cumprimentou Olivia Harrison, fez piadas com Dhani e acenou para os fãs.

Entre outros convidados estavam Jeff Lynne, Tom Petty, Joe Walsh e T-Bone Burnett.

O duo inglês Pet Shop Boys. (Foto: Divulgação)

O grupo de pop britânico Pet Shop Boys compôs uma música em homenagem a Jean Charles de Menezes, o brasileiro que foi morto pela polícia londrina em uma estação de metrô, em julho de 2005, relata o tabloide “The Sun” nesta terça-feira (17).

“We’re all criminals now” (Somos todos criminosos agora) conta como o brasileiro foi executado por engano com vários tiros após ser confundido com um terrorista. A música faz parte do mais recente single da dupla, “Love etc.”

A letra da canção que é chamada pelo jornal de a mais controversa de Neil Tennant e Chris Lowe, narra os eventos que levaram à morte do brasileiro. “Got the bus to the station/Music playing in my head/Ran to get on the tube train/Police shoot someone dead” (peguei o ônibus para a estação/ música tocando na minha cabeça/ corri para pegar o metrô/ a polícia atira e mata alguém).

O refrão, por sua vez, diz que a liberdade está sendo destruída por medidas contra o terrorismo no país.

“O título da música e a própria canção resumem a forma como o governo trata as pessoas no reino Unido. Estamos todos sob constante vigilância e somos todos tratados como potencialmente culpados, como se estivéssemos a ponto de cometer algum crime. Somos todos criminosos agora”, disse Neil Tennant ao “Sun”.

O cartinusta Lan preparou uma homenagem ao centenário de Cartola (Foto: Lan)

Cartola não foi um sonho que a gente teve, como costuma dizer Nelson Sargento. O bamba, que completaria 100 anos neste sábado (11), foi homenageado pela Mangueira da maneira que ele mais gostava: com samba.

A alvorada lá no morro começou às 7h, no Centro Cultural Cartola, com o rufar de tambores das principais escolas de samba anunciando o que viria a seguir: às 14h, tradicional feijoada mangueirense, na quadra da escola (Rua Visconde de Niterói, 1072 – Mangueira), com apresentação musical do veterano Nelson Sargento, e às 18h, missa de ação de graças.

Na segunda-feira (13) ontem o show “Cartola Eterno” reúne no Canecão nomes como Alcione, Beth Carvalho, Emílio Santiago, Nelson Sargento, Elba Ramalho, Maria Rita, Sandra de Sá e Rosemary. Além, claro, da velha guarda da Mangueira.

Cartola por e para todos
“Ele é tão importante para o samba quanto para a MPB. Não apenas pela obra valiosa, mas também porque foi um dos fundadores da Estação Primeira. Foi ele que deu as cores para a Mangueira. Suas músicas continuam vivendo através das vozes de artistas das mais variadas gerações. É atemporal”, derrete-se Alcione.

“O cartola era um gênio, um grande poeta que tinha uma marca única em suas músicas”, define Beth Carvalho, que lembra ter tido uma relação de pai e filha com o sambista.

“O Cartola faz parte de um grupo de compositores de alma feminina”, completa Rosemary, que gravou o músico em seu último disco “Mulheres da Mangueira”.

Cartola para Todos
Aproveitando o ensejo, o produtor musical Alvaro Fernando lança no mesmo sábado o disco “Cartola Para Todos”, resultado de 10 anos de gravações com 36 artistas diferentes. “Quem dera Cartola pudesse ouvir o CD…”, diz ele, que reuniu músicos como Paulo Moura, Marco Suzano e Wanda Sá.

Breve biografia
Nascido em 1908, Cartola foi para a Mangueira aos 11. Desde então passou a participar das festas de rua tocando cavaquinho.
Ao longo da vida, além de músico, trabalhou em tipografias, foi pedreiro, vigias e lavador de carros. Já consagrado, abriu com a mulher, Dona Zica, o restaurante Zicartola, que se tornou uma referência na história do samba.

O apelido Cartola veio do chapéu de coco que ele usava na época em que era pedreiro, para evitar que o cimento caísse sobre sua cabeça. Cartola morreu de câncer, em 1980.