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John Lennon e Yoko Ono na cama do hotel Hilton em Amsterdã, Holanda, durante manisfestação dos artistas pela paz (25/03/1969).

Depois de seu assassinato, na noite de 8 de dezembro de 1980, em Nova York, John Lennon se tornou lenda e símbolo de uma época, que continua sendo tema de livros e filmes aos 30 anos de sua morte.

O ex-Beatle, casado pela segunda vez com a artista plástica japonesa Yoko Ono e pai cuidadoso do filho caçula, Sean, havia se tornado pacifista há tempos quando foi baleado pelas costas em frente ao edifício Dakota, situado no bairro residencial onde vivia, no Central Park. Ele acabara de completar 40 anos, e se estivesse vivo teria completado 70 em 9 de outubro passado.

O assassino, Mark Chapman, um jovem instável na época com 25 anos, admitiu a autoria do homicídio e disse que fez o que fez para chamar atenção.

Condenado à prisão perpétua, cumpre pena na prisão de Attica, ao norte de Nova York. Ele teve a liberdade condicional negada seis vezes, a última delas em setembro passado.

A viúva se opõe à libertação do assassino do seu marido por temer por sua própria segurança e pela do filho, Sean Lennon, hoje com 35 anos.

A cada ano, os fãs do líder dos ‘Fab Four’ se concentram nos dias 9 de outubro e 8 de dezembro em uma área do Central Park batizada de “Strawberry Fields”, em alusão ao título de uma canção dos Beatles. Um mosaico no chão traz a inscrição “Imagine”, uma das músicas mais famosas compostas por Lennon em 1971, após o rompimento dos “quatro jovens de Liverpool”.

“Todos os meus alunos conhecem ‘Imagine’, uma música que hoje em dia toca até no elevador e na sala de espera do dentista”, confidenciou à AFP Robert Thompson, professor de cultura pop da universidade de Syracuse (norte de Nova York).

“O auge dos Beatles e de John Lennon solista já tinha passado quando ele morreu, mas seu assassinato pôs um ponto final ao sonho de ver os Beatles reunidos novamente e transformou John Lennon em lenda imediatamente”, acrescentou, comparando-o a James Dean, Elvis Presley e Michael Jackson.

Por outro lado, “Lennon morreu, mas Yoko Ono não. Ela se ocupou de manter a chama acesa”, completou Robert Thompson, para quem John Lennon, com os óculos redondos, os cabelos longos e comentários pacifistas, simbolizou uma época.

No ano passado, Yoko Ono organizou uma exposição sobre os anos de John Lennon em Nova York, e a viúva mantém ativo o site http://www.johnlennon.com.

No fim de novembro, a TV americana exibiu “LENNONYC”, dirigido por Michael Epstein, que relata a vida nova-iorquina do autor de “Working Class Hero”.

Por outro lado, a primeira biografia filmada sobre o mais famoso dos Beatles, “O Garoto de Liverpool”, obra de Sam Taylor-Wood, estreou em outubro passado nos Estados Unidos, coincidindo com os 70 anos de nascimento do músico.

O culto ao artista chega até as casas de leilões: o manuscrito de “A Day in the Life”, uma das canções mais famosas dos Beatles, foi arrematado em junho passado por 1,2 milhão de dólares, mais que o dobro do previsto.

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                                        John Lennon e Yoko Ono.

O disco que John Lennon autografou para Mark David Chapman, horas antes de este o ter assassinado, está à venda por 637 mil euros, noticia o «New York Post».

O vinil de «Double Fantasy» contem impressões digitais de Chapman e chegou a ser recolhido da cena do crime como prova. «Este álbum é o mais extraordinário artefacto da história do rock ‘n’ roll», afirmou Gary Zimet, dono do site MomentsInTime.com.

O disco foi vendido pela primeira vez em 1999, mas está novamente no mercado de artigos de coleccionadores. «O actual proprietário [do álbum] quer manter o anonimato porque já recebeu ameaças de morte», revelou Zimet.

A venda da cópia autografada de «Double Fantasy» acontece no ano em que passam três décadas sobre a morte de John Lennon. Mark David Chapman continua a cumprir uma pena máxima de prisão perpétua, depois de o seu sexto pedido de liberdade condicional ter sido recusado em Setembro.

Para além do disco «infame», o site MomentsInTime.com vende actualmente peças como o revólver do gangster Al Capone ou a carta de rendição da Alemanha nazi que pôs fim à II Guerra Mundial.

Nesta quarta-feira (6), os discos editados pelo ex-“Beatle” John Lennon em sua carreira solo voltam às lojas com formato remasterizado.
 No total são oito títulos reunidos em um box que ainda traz mais um álbum duplo com músicas que foram cortadas de lançamentos anteriores, além de algumas versões inéditas.

O relançamento e a remasterização foram acompanhadas de perto pela viúva do músico, Yoko Ono.

A caixa será lançada como uma forma de celebrar o 70º aniversário de Lennon, que acontece dia 9 de outubro.

John Lennon, Yoko Ono e a banda Elephant’s Memory, em show nos anos 70.

Tanta coisa já foi produzida sobre os Beatles que o diretor Michael Epstein sabia que teria que dizer algo diferente em seu documentário sobre John Lennon, que estreou no último fim de semana no Festival de Cinema de Nova York.
O filme LENNONNYC relata a história dos quase dez anos vividos pelo ex-Beatle nos Estados Unidos mostrando-a como a história de um imigrante vindo para os EUA, e destaca a importância da cidade para Lennon e sua mulher, Yoko Ono.

Usando fitas de áudio inéditas e gravações não utilizadas de sessões de gravação em estúdios, o filme relata a vida de Lennon desde sua mudança para Greenwich Village, em Nova York, em 1971, até seu assassinato em 1980 diante do prédio em que vivia no Upper West Side.

Para Lennon, Nova York proporcionou um meio de fugir da Grã-Bretanha, onde achava que a mídia era intransigente com ele e Yoko Ono, diz o filme. Nova York lhe deu liberdade para viver uma vida mais normal, podendo jantar fora ou caminhar no Central Park, que ele adorava, sem ser incomodado por fãs ou imprensa.

Para o diretor Epstein, a história de Lennon serve para lembrar o que significa mudar-se para a América, especialmente em meio ao debate público atual sobre a imigração ilegal.
– Não compartilhamos um passado comum. O que compartilhamos, na melhor das hipóteses, é uma visão comum de futuro.

O filme fala do ativismo pacifista de Lennon, das tentativas do governo norte-americano de deportá-lo, do lançamento de seus álbuns Mind Games e Double Fantasy e do célebre fim de semana perdido (lost weekend) em que ele saiu de casa e mergulhou em bebedeiras.
Epstein disse que Lennon encontrou paz quando se afastou do cenário musical para criar seu filho com Yoko Ono, Sean, nascido em 1976.

– É nesse espaço doméstico tranquilo que ele constrói sua família e encontra sua redenção.

Sean Lennon tinha quatro anos de idade quando seu pai foi assassinado por Mark David Chapman, cujo nome não é mencionado no filme.

– Acho que a motivação de Chapman não colore a vida de John, nem confere sentido a ela. Ela não me aproxima mais da arte de Lennon.

LENNONYC foi produzido em parte pela série American Masters, da televisão pública, e terá uma exibição gratuita no Central Park em 9 de outubro, que seria o dia do 70º aniversário do ex-beatle.
O documentário inclui entrevistas com Yoko Ono, membros da banda Elephant’s Memory, que tocava com Lennon e Ono, o músico Elton John, o apresentador de talk show Dick Cavett e o fotógrafo Bob Gruen, que fez algumas das fotos mais emblemáticas de Lennon.