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Shakira anunciou em entrevista a um jornal colombiano que está trabalhando em seu novo álbum de estúdio, e já divulgou o nome do novo trabalho: “Sale el Sol”.
A cantora também adiantou que esta nova produção terá somente faixas em espanhol e terá um estilo bastante parecido com o dos discos Pies Descalzos e “Dónde Están los Ladrones”, seus primeiros lançamentos, já que as novas músicas serão românticas mas terão a pegada poprock que a consagrou.

A intérprete do tema da Copa também disse que escreveu as canções desse novo disco com seu coração, e que suas letras serão um relexo do momento que ela está vivendo. Enquanto o material novo não chega às lojas, Shakira se prepara para sua turnê mundial que terá início no Canadá, em setembro, e deve passar por Estados Unidos, Europa, Ásia e América Latina.

Via: People

Foto: Reprodução

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Quatro anos e um filho depois, Christina Aguilera volta ao cenário musical com “Bionic”, aguardado CD da cantora, que na década passada se diferenciou pela voz e ousadia de se arriscar no universo pop – vide o álbum duplo “Back to basics”. “Bionic”, porém, soa datado e traz uma Aguilera desesperada em se reinventar após o furacão Lady Gaga.

Nas primeiras faixas, flerta com o eletro pop e efeitos robóticos – tem até o auto-tune! Aqui acontecem os melhores momentos do álbum, como nas parcerias com M.I.A. (“Elastic Love”) e Peaches – “My girls”, com produção do Le Tigre. Mas ela queima todas suas cartas logo de de cara e rapidamente cai nas famosas baladas de Linda Perry (“Lift me up”) e nas faixas que exploram seu lado diva (“Desnutated”). “Bionic” tem 18 músicas, um exagero. Ainda há uma versão “Deluxe”, com 23.
Ele vale a audição por “Bird of prey”, ótima parceria dela com Ladytron.
(G.M.)G1

Gravadora: Domino / EMI

A temporada no deserto da Califórnia parece ter feito bem aos Arctic Monkeys. Em seu terceiro álbum, Alex Turner, Jamie Cook, Matt Helders e Nick O Malley recorreram à coprodução de Josh Homme, do Queens of the Stone Age, que os levou ao seu estúdio em Mojave. A parceria aparentemente improvável deu certo. O quarteto de Sheffield oferece em “Humbug” um punhado de canções interessantes, a exemplo de “Dangerous animals” e do single “Crying lightning”. A sonoridade parruda e cheia de detalhes convida a uma audição mais cuidadosa, prova de que os meninos evoluíra depois dos aclamados “Whatever people say I am, that’s what I’m not” (2006) e “Favourite worst nightmare” (2007). (LÍGIA NOGUEIRA)

Gravadora: EMI

Quando tudo parecia estar caminhando na direção do pop calminho à moda do surfista havaiano Jack Johnson, Ben Harper decidiu escalar uma banda formada no Texas – o Relentless 7 – para apoiá-lo em uma nova fase. “White lies for dark times” traz à tona a veia blueseira do músico californiano e ainda resgata o rock mais cru da década de 70 – tudo bem arejado, sem soar revisionista. Uma das melhores canções do disco é “Lay down & hate me”, que junta backing vocals a um suingue digno dos tempos dourados da soul music. “Nunca confie numa mulher que goste de blues”, aconselha a letra. A versão de luxo do álbum traz ainda o clipe de “Shimmer and shine”, uma galeria de fotos e um documentário em DVD.

Se o documentário em preto e branco “I am trying to break your heart” é a crônica das profundas mudanças pelas quais o Wilco passou durante as gravações do clássico “Yankee hotel foxtrot”, o lindo “Ashes of american flags” mostra a cristalização desse novo Wilco, longe do rótulo de “country alternativo” que ajudou a criar nos anos 90. Em meio a paisagens do interior dos EUA e depoimentos sem legendas de um Jeff Tweedy bem mais tranquilo e feliz, o repertório repassa a carreira da banda – com destaque para “Sky blue sky”, disco de 2007. É possível ver a importância e influência do guitarrista Nels Cline – além do virtuosismo à Tom Verlaine (Television) em faixas como “At least that’s what you said” e “Impossible Germany”, contribuiu muito em arranjos improváveis, como a tempestade de “Via Chicago”. (ASJ)

Gravadora: EMI

Wilson Simonal podia não ser compositor, mas esbanjava carisma e um suingue contagiante ao interpretar canções que ganharam versões definitivas no aconchego de seu vozeirão. Se o artista, morto em 2000, nunca teve o reconhecimento que merecia, seu talento vem à tona com o documentário “Ninguém sabe o duro que dei”, do “Casseta” Claudio Manoel. A trilha do filme reúne clássicos como “País tropical”, de Jorge Ben, e refrãos impagáveis como o de “Mamãe passou açúcar em mim”, de Carlos imperial. Pena que a coletânea lançada agora pela EMI não traga “The shadow of your smile”, cantada em um inglês irretocável ao lado da diva do jazz Sarah Vaughan. (LÍGIA NOGUEIRA)

Independente

“Dark night of the soul” é o álbum que seria acompanhado pelo livro de fotografias homônimo de David Lynch (ou vice versa) se um processo da gravadora EMI não forçasse o disco do produtor Danger Mouse e do multi-instrumentista Mark Linkous (Sparklehorse) a ser “lançado” como um CD-R em branco. Apesar disso, o disco circula pela internet nos programas de compartilhamento de mp3, até com algum incentivo por parte de Danger Mouse. Comum time de apoio que vai do Flaming Lips a Iggy Pop, o álbum equilibra momentos mais sujos (“Pain”, “Angel’s harp”) com faixas de estática e bela melancolia (“Jaykub”, “Insane lullaby”). (ASJ)