Arquivo da categoria ‘Mini Série’


Olhos de gato, voz de veludo, um meio sorriso e um temperamento pronto para explodir. Maysa: a cantora, o mito e a mulher estão na minissérie que estréia no dia 5 de janeiro, dirigida por Jayme Monjardim, filho da cantora, e escrita por Manoel Carlos.

Para escrever a minissérie, o autor pôde mergulhar no arquivo pessoal da cantora: milhares de recortes de jornais e revistas do Brasil e dos vários países por onde Maysa viveu e cantou, centenas de fotos, discos, quadros e desenhos feitos pela cantora.

Também em seus diários particulares. São cadernos íntimos, escritos com capricho. Desde a adolescência, nesses cadernos, Maysa se revelava em desabafos, confissões, dúvidas, poemas e letras de música. Em uma das últimas anotações escreveu: “tenho 40 anos e 20 de carreira. Sou uma mulher só. O que dirá o futuro?”.

Para Maysa, não houve tempo. Um mês depois de ter escrito essa anotação, a cantora morreu em um acidente de automóvel na Ponte Rio-Niterói.
“Eu fiz esse trabalho a convite do Jayme Monjardim, filho único dela e herdeiro de tudo, de os todos livros, discos, casas, objetos e músicas. É uma proximidade muito maravilhosa e, ao mesmo tempo, constrangedora no inicio, por eu escrever sobre a mãe dele e sobre ele mesmo”, confessa Manoel Carlos.

Para viver Maysa na minissérie, a escolhida, depois de meses de procura, foi a jovem atriz gaúcha Larissa Maciel.

“O fato de ela ser uma mulher tão intensa e que vivia dessa forma tão intensa é um desafio e impulsiona o trabalho do ator, porque você não pode nunca fazer pouco. Para fazer ela desse jeito, eu tenho que me colocar inteira em cada minutinho. É um desafio incrível”, conta a atriz.

A minissérie foi toda filmada com uma câmera especial – usada em cinema – e qualidade superior à alta definição. A direção de fotografia é de um mestre da imagem do cinema: Afonso Beato, o fotógrafo preferido do cineasta espanhol Pedro Almodóvar.

“Para a minissérie, a engenharia da Globo importou o que há de mais avançado em cinematografia digital, como uma câmera que é feita para cinema originalmente, mas estamos usando para fazer a minissérie. Ou seja, nós estamos trabalhando com a qualidade mais avançada existente no mundo tecnológico atual. O que vai ser visto quando for emitida essa minissérie vai ser o melhor. Você vai ver como se fosse um filme de cinema”, declara Beato.

Em nove capítulos, vamos mergulhar nas décadas de 50, 60 e 70 e na intimidade, na carreira, nos amores e na vida turbulenta de Maysa. Na direção da série, Jayme Monjardim revive a própria infância. Quem faz o papel de Jayme, em dois momentos de vida na minissérie, são os próprios filhos do diretor, Jaiminho e André.

“Nós temos uma história profundamente moderna, porque hoje existe ainda essa luta e essa constância de ir em busca dos seus sonhos. Então, é uma história de uma mulher em busca do seu sonho. Acho que Maysa faz parte desse grupo de mulheres que de alguma forma que revolucionou o lado da mulher nesse país e no mundo também”, diz o diretor.

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