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Pascal Kleinam começou a fazer mais sucesso após premiação de documentário sobre sua vida. (Foto: BBC/ Kyle Lyons )

Quando criança, aprendeu a ler e escrever com o avô e compreendeu cedo que usando os pés poderia superar quase qualquer limitação. (Foto: BBC/ Kyle Lyons)

Um DJ que usa os pés – em vez da mãos – para mixar discos se tornou uma estrela da noite na Espanha e um dos destaques deste verão europeu.

O francês Pascal Kleiman, radicado na Espanha há 26 anos, nasceu sem braços devido a uma malformação fetal causada pelo medicamento talidomida, ingerido por sua mãe na gravidez

A deficiência física, no entanto, não o impediu de tentar a carreira de DJ. Como Kleiman conta no documentário espanhol Héroes, no hacen falta alas para volar (“Heróis, não é preciso asas para voar”, em tradução livre), prêmio Goya ao melhor curta-metragem deste ano, “aprender a usar os pés foi uma resposta natural”.

O filme ganhou mais de 30 prêmios internacionais, aumentando ainda mais a popularidade do DJ.

Persistência

Kleiman adotou a profissão em 1989, quando trancou o curso de Direito e começou a tocar para os amigos.

Autodidata, descobriu que “aquilo era a única coisa que permitia uma expressão absoluta”.

A partir dali passou a dar shows pela Europa, Austrália, China e Estados Unidos, e em 2009 foi eleito por publicações espanholas um dos melhores DJs locais do verão.

Filho de um clarinetista de jazz, Pascal Kleiman considera um exagero ser chamado de “herói”, mas admite ter feito muitos esforços para realizar seu sonho com a música.

Quando criança, aprendeu a ler e escrever com o avô e compreendeu cedo que usando os pés poderia superar quase qualquer limitação.

“Meus pais me diziam que quando eu era bebê chorava quando me vestiam com este tipo de macacão que cobre os pés, porque aquilo me cortava o movimento. Meus pés sempre foram claramente minhas ferramentas de primeira necessidade”, afirmou no documentário.

Por isso, declarou no filme que a persistência e a capacidade de adaptação são suas “armas secretas”, e gostaria que muitos espectadores pudessem ver o documentário para acreditar em suas próprias possibilidades.

“Vivemos em uma sociedade que não está feita para nós (deficientes), portanto temos que nos adaptar a tudo. O que consegui foi me adaptando e acreditando em que tudo é possível”.

O DJ que já tocou até numa discoteca em pleno deserto no Oriente Médio percorreu 88 países com a promoção do filme sobre a vida dele, do autor espanhol Ángel Loza.

Com o sucesso do documentário e dos shows, a única coisa que espera é “continuar tendo uma vida normal”, inclusive com seus dois filhos, que nasceram perfeitos, mas também estão aprendendo a usar os pés para atuar como DJs.

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“Quando você foi a sua primeira festa de música eletrônica?”, “Qual é o preço justo por um ingresso?” e “Qual o melhor horário para a festa acontecer?” são algumas das questões feitas em uma pesquisa publicada no novo site do Chemical Musica Festival, que irá completar 5 anos em mais uma edição no mês de maio no Rio de Janeiro.

O questionário é uma forma simples e direta de conhecer melhor o público e, assim, criar um evento que realmente atenda às expectativas da maioria. Também vale lembrar que esse tipo de preocupação vem em um excelente momento, especialmente se considerarmos a enorme quantidade de críticas que o público tem feito às festas realizadas por lá, quase sempre relacionadas à falhas de organização.

Ainda segundo o site, quem participar da pesquisa entrará em uma lista especial de descontos.

Esse pode ser o primeiro passo para que as festas cariocas voltem a contar com o respeito e admiração do público. É esperar pra ver.