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Foto: Flickr/yo, adolescente

Dia dos namorados chegou e você ainda não sabe como se declarar para aquela pessoa especial, ou pecisa de uma forcinha para a escolha do repertório que vai ajudar naquele jantarzinho com seu amor? O Som na Caixa ajuda!
Tem para todos os gostos, e para todas as situações; Declaração para o(a) namorado(a), para o futuro amor, para aquela pessoa que nem sonha que você existe, pra ajudar na reconciliação… é só escolher um dos temas românticos da nossa listinha fofa com as declarações de amor mais lindas transformadas em música.

Tem Que Ser Você – Victor & Leo (letra)

Por Você – Barão Vermelho (letra)

Teus Olhos – Ivete Sangalo e Marcelo Camelo (letra)

Eu Te Amo – Chico Buarque (letra)

I Was So Lucky – Roxette (letra)

Baby, I Love You – Ramones (letra)Can Dream, Can’t I – Cass Eliot (letra)

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Empresas financiam música

Publicado: abril 29, 2010 em Música

Divulgação

Alguns artistas brasileiros estão preparando seus novos álbuns com o patrocínio de uma grande empresa de cosméticos nacional, a Natura.

A companhia lançou recentemente seu projeto Natura Musical e através dele, banca todos os custos de produção dos álbuns dos artistas como, Vanessa da Mata e Carlinhos Brown, além de planejar financiar seus shows com a ajuda de leis de incentivo fiscal.

A iniciativa, que conta com um programa de rádio e um site com conteúdo de música brasileira, não pretende extinguir as grandes gravadoras. Para alguns executivos, essas ações são comuns em outros países já que o mercado está cada vez mais diversificado e é preciso saber como trabalhar a música diante dele.

Por ser uma iniciativa nova no Brasil, ela divide opiniões. Enquanto alguns profissionais acreditam que as marcas patrocinam apenas artistas já conhecidos para não correr o risco de perder o valor aplicado nas ações, outros acreditam que os grandes artistas não deixarão as gravadoras e que as empresas terão oportunidade de fazer negócio com artistas médios ou iniciantes.

Segundo o produtor cultural Pena Schnidt, percebeu-se que a crise está no setor fonográfico, e não na música. Por isso, atualmente surgiram diversos modelos e formas de trabalhar em um mercado que estava estagnado.

Além da Natura, a agência de comunicação Cinnamon também resolveu entrar no mundo musical. Em parceria com uma outra empresa, ela fará três shows no próximo mês, na Virada Paulista: Cat Power, Mudhoney e Yann Tiersen, e deve dar inicio a uma série de apresentações e novas ações com artistas que acontecerão sem a participação de grandes gravadoras.

Autor: Andreia Pasquali

Foto: Getty Images

Por Fernando Segredo,

Toda vez que eu vejo algum show, seja ao vivo ou DVD, sempre presto atenção nos músicos e todas as técnicas que eles utilizam. Presto mais atenção, claro, nos guitarristas e bateristas, instrumentos que eu “rabisco”, vamos dizer assim. E fico admirado com alguns solos, acordes, jeitos de tocar. Reparo em cada detalhe, em cada postura, e fico admirado com o que vejo algumas vezes. Frases como “caramba, como ele fez isso?” ou “putz, eu nunca vou fazer isso” são constantes e preenchem a minha cabeça ao mesmo tempo que fico curtindo a música.

Quando estudava guitarra, meu professor perguntou para mim “Quanto tempo você estuda por dia?” e eu respondi “meia hora, no máximo”. E ele, muito curto e pouco grosso respondeu: “Pra você ficar no mínimo, no mínimo bom, tem que estudar umas duas horas por dia, PELO MENOS”. Aquilo me deixou transtornado, mas ao mesmo tempo admirado: Então, todos os bons músicos passaram horas estudando, se dedicando, perderam namoradas, noitadas com os amigos e muitas outras coisas só para se aperfeiçoarem tecnicamente no instrumento. Agora, será que apenas isso faz um bom músico?

Quem nunca escutou uma música que falasse do pôr-do-sol no Rio. Ou sobre a correria apaixonante de São Paulo? Ou então uma verdadeira declaração de amor acompanhada de ritmo e notas. É tão bom quando a gente se identifica com uma música. Ela insiste em não sair da cabeça e a gente insiste em escutá-la onde quer que a gente vá. É um namoro, que dura para sempre, por mais que a gente deixe de escutar um tempo e fale que “enjoou” da música. Mentira.

Mas para tudo isso ser criado e tocar os ouvidos e sentimentos das pessoas, o músico tem que além de estudar, e muito, tem que, antes de mais nada, viver. Sim, viver pura e simplesmente. Andar por aí, conhecer gente nova, lugares inusitados, abrir o coração para depois colocar no papel tudo aquilo que sentiu. O músico tem que saber olhar tudo de um modo diferente, um outro ângulo que só ele enxerga e apenas ele sabe traduzir. E a gente se pergunta: por que tem tanta música ruim no mundo hoje, tanta coisa sem sentir. Tanta coisa vazia. Talvez a música não seja vazia, e sim o próprio músico.

Uma pesquisa global mostra que a maioria das pessoas é apaixonada por música e se dispõe a pagar para curti-la de maneira legal, e no topo da escala de paixão estão os brasileiros.

A pesquisa “Music Matters” (a música importa), feita pela firma de pesquisas de mercado Synovate, com 8.000 adultos em 13 países, mostra que 63 dos entrevistados se consideram apaixonados por música. Os brasileiros são os mais apaixonados, enquanto os australianos estão em último lugar. Apenas 6 por cento de pessoas entrevistadas disseram que “não dão a mínima” para a música.

“A paixão pela música existe desde os primórdios da humanidade”, disse em comunicado o diretor global de pesquisas de mídia da Synovate, Steve Garton.

“Desde o bater de tambores primitivos até antes mesmo de nascermos, quando já nos acostumamos à batida do coração de nossas mães, somos programados para amar a música”, explica.

Esse amor levou quase quatro pessoas em cada dez a comprar um CD de uma loja, contra os 11 por cento que admitiram ter comprado CDs de música piratas.

Mais de dois terços dos entrevistados disseram que pagaram por música que baixaram da Internet, e 8 por cento disseram que pagaram por aplicativos musicais, ou apps, em seus telefones.

Uma em cada cinco pessoas entrevistadas, encabeçadas pela Coreia do Sul (60 por cento), ouviram música no último mês de serviços legais de música transmitida ao vivo.

Robert Alleyne, gerente de pesquisas da Synovate na Grã-Bretanha, disse que, embora os downloads ilegais e os CDs piratas ainda sejam um problema para a indústria musical, o estigma ligado a essas atividades conseguiu reduzir a pirataria consideravelmente.

“Durante muito tempo, fazer downloads ilegais era mais fácil e rápido do que fazer downloads legais, mas isso mudou. E os consumidores aderiram a esses serviços novos e legais”, disse ele. “Prevejo uma diminuição, com o tempo, no número de pessoas que fazem downloads ilegais”.

Não apenas os consumidores se dispõem a pagar por música, como ficam felizes em gastar dinheiro para conhecer seus artistas favoritos, assistindo a seus shows ou conseguindo acesso a informações ou festas exclusivas, mostrou a pesquisa.

Os norte-americanos são os que mais se dispõem a pagar a mais por privilégios “reservados a sócios”, enquanto mais de dois terços dos franceses dizem que se dispõem a pagar para ter acesso a outras produções criativas de artistas, como poesia e trabalhos de arte.

Mas, se houver oportunidade, a maioria das pessoas (44 por cento) preferiria ter música de graça, mesmo que isso implique em aguentar todos os anúncios que povoam os sites de downloads de música.

Terapia com música

Publicado: dezembro 29, 2009 em Música


Cientistas alemães desenvolveram uma terapia musical para ajudar a reduzir o zumbido que incomoda milhares de pessoas. O tratamento, feito sob medida para cada paciente, ajuda na redução no volume do zumbido.

De acordo com a revista Proceedings, da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, publicação onde a pesquisa foi divulgada, os cientistas desenvolveram os tratamentos de acordo com os diversos gostos musicais. Eles retiram as frequências sonoras iguais à frequência do zumbido do paciente.

Após um ano de tratamento, os pacientes que haviam escutado as terapias notaram uma grande redução no volume do zumbido, diferente dos pacientes que não as escutavam e que não notaram nenhuma modificação.

O zumbido é comum em países industrializados, mas ainda não se sabe exatamente a sua causa. Segundo os pesquisadores, o córtex auditivo – região do cérebro que processa o som – costuma ter distorções em pacientes com sintomas. Além disso, este transtorno auditivo afeta a qualidade de vida de 1 a 3% de toda a população.

Para Christo Pantev, do Instituto de Biomagnetismo e Bioanálise da Universidade Westfalian Wihelms, da Alemanha, que dirigiu o estudo, o zumbido pode ser diminuído com um tratamento musical retalhado sob medida, agradável e barato.

Artistas fazem manifestação em Madri contra o download ilegal. (Foto: Vincent West/Reuters)

Um numeroso grupo de músicos se reuniu nesta terça-feira (1) diante do Ministério da Indústria, Comércio e Turismo da Espanha, em Madri, para pedir ao governo uma lei que proteja os artistas contra downloads de música, que afirmam estar arruinando o setor.

Com cartazes com dizeres como “A música é cultura, a música é emprego”, artistas conhecidos do público espanhol como Antonio Carmona e Rosario Flores se reuniram no ato que terminou com a entrega de um manifesto com mais de duas mil assinaturas ao ministro da Indústria, Miguel Sebastián.

“É o governo que tem que ensinar os jovens que a música é cultura e que tem que ser apreciada e que se tem que pagar por ela”, afirmou a cantora Rosario Flores. “Que nos deixem viver de nosso trabalho como vive todo o mundo”, acrescentou.

Os artistas exigiram que a Espanha atue contra a pirataria com igual empenho demonstrado por países como França e Reino Unido.

O governo espanhol aprovou na semana passada lei de economia sustentável que prevê restrição ao acesso à internet, mediante autorização judicial, quando forem violados direitos de propriedade intelectual.

Foto: Getty Images

Novas bandas e artista surgem a cada minuto, certo? A sensação de que todo mundo toca ou canta ou grava alguma coisa nunca foi tão sentida como hoje, tempo em que todos têm um Myspace ou basta sair de um Big Brother ou de uma novela bem sucedida que surgem convites para gravar. Alguns acabam entrando para o limbo musical. Outros simplesmente passam, deixando história ou não.

Explico. A década de 70 foi marcada por bandas de rock que se tornaram verdadeiros ícones. Grupos como Genesis, Pink Floyd, Deep Purple, Led Zeppelin e Black Sabbath conheceram seu auge nessa década. A febre, no entanto, passou. A tendência roqueira da década esvaiu-se com a chegada dos anos 80.

Lentamente, os anos 80 firmaram-se como uma era disco e dançante. Cindy Lauper, Madonna, Michael Jackson e Prince são bons exemplos de típicos representantes da década em questão, que apostava em cortes de cabelo duvidosos e muito brilho. Ou alguém duvida que o penteado escandaloso de Madonna e a luva brilhante de Michael marcaram a década?

Já nos mais recentes anos 90, o pop dançante deu lugar a uma vertente mais romântica, com Celine Dion e Toni Braxton alcançando o topo das paradas e dos (ainda vivos) walkmans, descobria o mundo teen como mercado consumidor (Backstreet Boys, Shakira, Christina Aguilera, N´Sync e Britney Spears). O rock alcançava o grunge com Stone Temple Pilots, Pearl Jam e Nirvana.

Nos anos 2000, já no fim da década, recebemos as notícias de que o Oasis não tocará mais junto e Steven Tyler desliga-se do Aerosmith. O grande show de retorno do supra citado Michael jamais aconteceu devido ao seu amigo Propofol e as Spice Girls reacendem o papo de um terceiro reencontro. Encaremos a verdade nua e crua: estamos diante de uma mudança de safra.

A superexposição que a nossa mídia traz nos faz testemunhar o fenômeno da substituição lenta (agora, nem tão lenta assim) e do fim surpreendente (agora, abrupto) de nomes importantes e significativos. Nos anos 2010, provavelmente estaremos escrevendo sobre o fim do Coldplay, Panic! At The Disco, The Killers e Maroon Five. Aliás, já teremos escrito. Eles já estarão apenas na memória, e mais um caminhão de artistas novos vai estar por aí, pipocando. Viva o terceiro milênio.

Por Rafael Gonçalves