Arquivo da categoria ‘Notícias Especiais’

O jovem Lin Yu Chun se apresentação no programa ‘Super star avenue’ (Foto: reprodução)

O adolescente taiwanês Lin Yu Chun, de 17 anos, tem sido apontado pela imprensa britânica como o mais novo candidato a Susan Boyle, depois de cantar uma versão da música “I will always love you”, de Whitney Houston, no reality show “Super star avenue”, espécie de “American idol” do Taiwan.

Clique aqui para ver a apresentação

De acordo com o tabloide “The Sun”, o vídeo da apresentação de Lin no programa — que oferece um prêmio de US$ 1 milhão ao vencedor, além da promessa de gravação de um disco — já se multiplicou na internet, o que pode ajudar ao jovem cantor a alcançar a mesma notoriedade de Susan pelo mundo.

Boyle ficou conhecida depois de participar do programa “Britain’s got talent”, no início de 2009. Na ocasião, se apresentou com a canção “I dreamed a dream” e tornou-se um fenômeno na internet, mesmo sem ter sido a vencedora do reality.

Apelidado pelo “The Sun” como “Chubby Lin” (ou “Gorducho Lin”), a versão do garoto para o hit de Houston encantou os jurados de “Super star avenue” e já ganhou até um remix, também divulgado na internet.

Ele também é considerado o favorito da mídia britânica para levar o prêmio milionário do programa.

O bluesman Robert Cray veio ao Brasil em maio deste ano

Eric Clapton, Rolling Stones, Paul McCartney, Robert Cray, Bob Dylan, Radiohead e Coldplay. Além de serem grandes nomes da música mundial que fizeram shows no país, o que todos eles têm em comum? O dedo do empresário Luiz Oscar Niemeyer, executivo da Planmusic Entretenimento, que conversou com o Guia da Semana sobre o show business no Brasil e no mundo.

Do histórico show do ex-beatle Paul McCartney, em 1990, até hoje, o brasileiro acostumou-se a receber, e bem, shows de grande porte, sem deixar nada a desejar em relação aos maiores países do hemisfério norte.

Guia da Semana: Trazer artistas como Rolling Stones e Elton John, além de dinheiro, envolve muita negociação. Existe algum segredo para fazer com que esses artistas estejam dispostos a cruzar continentes para fazer shows no Brasil?
Luiz Oscar Niemeyer: O Brasil ainda é um território pouco explorado, e que oferece condições únicas em determinadas situações. O show de Paul McCartney, que realizamos em 1990, no Maracanã, está até hoje no Guiness Book como recorde de maior público pagante de um artista solo. A apresentação dos Rolling Stones foi considerada a maior de rock da história, e transmitida e divulgada em todo o mundo. É essa realidade que tentamos transparecer aos artistas para atraí-los cada vez mais para cá.

Guia da Semana: Como o artista vê a cena de shows no Brasil quando tem conhecimento dela? E se não a tem, como é a impressão geral?
Niemeyer: Geralmente, os artistas saem daqui felizes e querendo voltar. Isto ocorre pois a qualidade dos shows , com a efetiva participação e calor do público, é quase sempre marcante. Na maioria das ocasiões, os artistas tomam conhecimento da cena nacional só quando chegam aqui, que é quando passam a se interessar pelo que acontece.

Guia da Semana: Em relação ao público brasileiro, que tem se acostumado a receber grandes shows, ele mudou? Ficou mais exigente?
Niemeyer: O Brasil é um grande país, com aspectos culturais diferenciados por região e preferências musicais também. O mercado de venda de CDs e música é amplamente dominado pelo repertório nacional com quase 80% das vendas. Não diria que o público mudou, mas o número de consumidores desse nicho de mercado aumentou junto com a melhora das condições econômicas do país.

Guia da Semana: A atual situação financeira do país, com o dólar mais baixo, também é propícia para esse aumento de público? E os ingressos, como têm seu preço calculado?
Niemeyer: Sim, o dólar baixo ajuda. Já o preço é calculado considerando várias premissas. Tamanho do local, público alvo, custos que necessitam estar cobertos e o necessário lucro do produtor. Depende, obviamente, do tipo de artista estamos falando.

Guia da Semana: Falando em artistas, como é lidar com eles? Algum deles causou algum desconforto ou saia justa por conta de ego ou alguma outra situação?
Niemeyer: Lidar com esse detalhe é apenas um dos primeiros requisitos básicos de quem trabalha neste ramo. Aliás, não lidamos só com o ego dos artistas, mas de produtores, iluminadores, técnicos, etc… É impressionante como todo mundo é vaidoso nesse ramo, não é um privilégio de quem aparece e sobe no palco.

Guia da Semana: Qual o show ou evento que mais marcou até hoje?
Niemeyer: Os dois shows mais marcantes que produzi na vida foram os do Paul McCartney (Maracanã, 1990), e o dos Rolling Stones em 2006, na praia de Copacabana, para 1,5 milhão de pessoas.

Guia da Semana: Como você vê a procura pelos shows internacionais em relação aos nacionais? O público tende a valorizar mais o que vem de fora?
Niemeyer: Os artistas nacionais trabalham o ano todo percorrendo o país de norte a sul, fazendo mais de cem shows por ano. O artista internacional vem uma ou duas vezes para, na maioria das vezes, fazer dois ou três shows no eixo Rio e São Paulo. Natural que aparentemente, o show internacional desperte mais interesse pelo ineditismo.

Guia da Semana: Hoje, com a facilidade da exposição na mídia, vemos quase diariamente uma enxurrada de novos artistas. Ficou mais difícil a criação de um grande ídolo como foram os Beatles, Elvis, Michael Jackson? O grande show, a megaturnê tende a desaparecer?
Niemeyer: Acredito que sim, ficou mais difícil o surgimento do megastar, do blockbuster. De qualquer forma, não creio que o grande show tende a desaparecer. Como em qualquer negócio, temos que ser criativos no desenvolvimento de novos artistas e projetos, sempre trabalhando com artistas de ponta e shows de qualidade.

Por Rafael Gonçalves