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Da esquerda para direita, Josh Homme, Joey Castillo e Troy Van Leeuwen, integrantes da banda “Queens of Stone Age”.

No Rock in Rio, em 2001, o baixista do Queens of the Stone Age, Nick Oliveri, subiu ao palco nu. Foi aplaudido, vaiado, preso e, enfim, solto. Mas o episódio marcou a história da banda no país. Lamentável para alguns, rock n’ roll para outros.

“As pessoas dançam assim no Carnaval aqui, por que não posso fazer o mesmo?”, disse Oliveri em uma entrevista mais tarde.

Um dos atuais guitarristas, Troy Van Leeuwenm, ainda não estava na banda e apenas ouviu falar do episódio. “Disseram que os jornais gostaram tanto que colocaram a foto dele na primeira página. Ele saiu algemado do palco, foi quase um ato sexual”.

E teremos supresas desta vez, no show da banda no dia 11, no SWU? “Desse tipo, não. Mas pode ser que a gente se jogue numa panela com água fervendo no palco e depois se ofereça como comida à plateia. Temos um gosto muito bom! Principalmente com tempero brasileiro”.

Oliveri foi demitido em 2004, quando o líder da banda, Josh Homme, descobriu que ele agredira a namorada. “A música e a vida são a mesma coisa. Se ele fez uma coisa desse tipo, não o conheço”, disse Homme à época.

Van Leeuwenm explica que, no grupo, as pessoas vêm e vão. “A ideia do Queens é algo que evoluiu com o tempo. A banda está melhor sem [Oliveri] em alguns aspectos, mas ainda o respeitamos”.

Neste ano, o álbum “Rated R” completa dez anos. Em comemoração, a banda o relançou em versão deluxe e organizou uma turnê especial. “Aquele disco mostrava que não era só uma banda de rock, era uma banda que podia tocar o que quisesse”, diz.

Segundo ele, este foi também o último álbum que a banda fez antes de as coisas ficarem diferentes. “Depois que lançamos ‘Songs for the Deaf’ [2002], crescemos muito, e os fãs ficavam bravos se algo não saía como eles esperavam. Era muita coisa para lidar”.

O próximo álbum ainda não foi gravado, mas deve sair em 2011. Homme o descreve como “uma orgia no escuro do deserto”. “Essa é uma boa definição”, ri Van Leeuwenm. “É basicamente uma orgia, todos nós tocando juntos”.

O deserto fica por conta do estúdio de Homme, o Rancho de La Luna, na Califórnia. “É um bom lugar para tocar. No deserto, no escuro, com orgias na nossa cabeça. Podemos fazer um churrasco, tomar uns drinks e talvez fazer música”.

O que aconteceu com o sexo, drogas e rock n’ roll? “Ah, nós não fazemos isso. Somos bons meninos. Vamos à igreja aos domingos!”.

CAROL NOGUEIRADE SÃO PAULO

Demorou, mas finalmente o “Queens of The Stone Age” foi confirmado no line-up SWU Music and Arts. A produção do festival divulgou hoje a presença do conjunto liderado pelo vocal e guitarrista Josh Homme no evento.

A banda, que atualmente divulga seu terceiro disco, “Era Vulgaris” de 2007, se apresentará no ultimo dia do festival ao lado de “Incubus”, “Pixies”, “Linkin Park” e “Cavalera Conspiracy”.

A única visita do conjunto ao Brasil foi no Rock in Rio de 2001, e foi marcada pela polêmica prisão de Nick Oliviery, ex-baixista do conjunto, que foi detido por se apresentar nu.

Ingressos:

Simples (um dia): R$190 (pista comum) e R$560 (pista vip)

Passaporte (três dias): R$570 (pista comum) e R$1.680 (pista vip)

Camping:

Camping Comum: R$ 250, R$ 310, R$ 360 e R$ 400, para uma, duas, três e quatro pessoas respectivamente.

Camping Premium

R$ 420, R$ 480, R$ 540 e R$ 600, para uma, duas, três e quatro pessoas, respectivamente.

Serviço:

SWU

Dias 09, 10 e 11 de outubro

Local: Fazendo Maeda, Itu – São Paulo