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                                                         Quincy Jones 

Kanye West é “apenas um rapper” de acordo com Quincy Jones. Apesar de West ser um dos produtores mais requisitados da década e ter alcançado grande sucesso comercial e por parte da crítica, o produtor Quincy –que está por trás dos discos mais bem sucedidos de Michael Jackson, incluindo “Thriller”, o álbum com maior número de vendas de todos os tempos– não acha que pode ser comparado a ele.

Ele disse ao site UsMagazine.com: “ele compôs para uma orquestra sinfônica? Ele compôs para uma orquestra de jazz? Por favor, ele é apenas um rapper. Não há comparação. Não estou diminuindo ele ou o julgando, mas somos de lados opostos do planeta. Eu passei 28 anos aprendendo minha primeira habilidade. Não faço rap. É uma mentalidade bem diferente. Sem comparação. Não penso muito nele. É um ótimo rapper, mas há um monte de bons rappers”.

Embora Quincy não avalie o trabalho de Kanye, o rapper costuma dar muita importância e engrandecer seu próprio material, dizendo recentemente que seu novo álbum, “My Beautiful Dark Twisted Fantasy”, é sua obra-prima, e completando que tenta “competir com o passado: Michelangelo, Picasso, as pirâmides”.

Em 2004, Kanye também falou: “fui o melhor artista do ano. Estou carregando toda a magnificência da música”.

Quincy disse ainda que Akon, Ludacris e Usher tem o mesmo “brilho” que Michael tinha.

Quincy Jones em evento em Dubai (20/11/2008).
Quincy Jones nunca irá superar a morte de Michael Jackson. O lendário produtor –que trabalhou com o Rei do Pop em seus discos de maior sucesso: “Bad”, “Thriller” e “Off The Wall”– deveria ter se encontrado com Michael em Londres antes de sua morte em 2009, pouco depois dos ingressos para as 50 apresentações na O2 Arena, em Londres, terem se esgotado e diz que sempre se sentirá culpado por não tê-lo encontrado.

Quincy disse: “Michael e eu fizemos algo juntos. Ele me ligou em Londres quando os ingressos para os shows haviam se esgotado. Eu estava lá e ele queria me encontrar e levar seus filhos. E eu tinha um jantar naquela noite, então disse que o veria em Los Angeles. Nunca mais falei com ele. Isso partiu meu coração. Eu tinha a idade que ele morreu quando o produzi. Até hoje não acredito que ele não está mais aqui, meu irmãozinho”.

Michael morreu após uma série de ensaios, poucos dias antes do início de sua sequência de 50 shows.

Quincy também revelou que nunca faria um disco em tributo a si próprio, mas não conseguiu deixar de se envolver com as gravações de “Q: Soul Bossa Nostra”, um álbum que conta com estrelas pop da atualidade interpretando suas músicas favoritas do produtor.

Ele emendou ao Entertainment Weekly: “não eram sessões em que eu estava lá produzindo os discos. Estava só observando. Apenas estava lá se eles precisassem de mim. Nunca, em minha vida, farei um disco em tributo a mim mesmo. Não preciso disso. Muitas pessoas interpreteram isso da forma errada. Não é um tributo para mim”.

“Timbaland veio até mim seis anos atrás e disse: ‘gostaríamos de fazer um tributo’. E eu disse que me sentiria honrado. Então ele disse que deixaria todo mundo se envolver nele. E muita gente se envolveu”.

Michael Jackson e Quincy Jones em cerimônia do Grammy nos anos 80. (Foto: Doug Pizac/AP)
O produtor Quincy Jones e o compositor Lionel Richie pretendem regravar a música “We are the world” com uma nova safra de artistas e a renda revertida para as vítimas do terremoto no Haiti, informou o site Showbizz 411.

Em 1985, a canção composta por Richie em parceria com Michael Jackson foi gravada e transformada em um famoso videoclipe do qual participaram artistas como Stevie Wonder, Tina Turner, Cyndi Lauper, Bob Dylan, Ray Charles e outros. Na época, a renda foi revertida para o combate à miséria na África.

De acordo com o site, a nova versão de “We are the world” deve contar com a participação de Usher, Natalie Cole e John Legend. A ideia de Jones e Richie seria aproveitar a festa de entrega do Grammy – o Oscar da música nos EUA -, que ocorre em 31 de janeiro, e reunir os músicos no dia seguinte no Nokia Theater em Los Angeles.

Outros nomes que podem participar do evento, ainda segundo o colunista do site, são Wyclef Jean, Sting, Fergie, Alicia Keys e Justin Timberlake.

Um dos singles mais bem-sucedidos da história, o “We are the world” original vendeu mais de 20 milhões de cópias em todo o mundo e arrecadou cerca de US$ 63 milhões revertidos para causas humanitárias.