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Os Rolling Stones nos anos 60, antes da fama, em foto de Philip Townsend (Foto: Reprodução)

Uma mostra deve expor em Manchester (norte da Inglaterra), a partir do dia 18 de setembro, a primeira sessão de fotos dos Rolling Stones, uma série de instantâneos inéditos com um “magro e faminto” Mick Jagger como protagonista.
Em 1963 o jovem fotógrafo britânico Philip Townsend foi encarregado de realizar a primeira sessão de fotos de uns ainda desconhecidos Rolling Stones, que posaram para sua objetiva em Belgrave Square, uma praça central de Londres.

Segundo relata o próprio Townsend, nessa época Jagger não tinha dinheiro, passava fome e andava à caça de um contrato com uma gravadora.

Cara de mau

Antes de começar a sessão de fotos, o líder da banda que mais tarde imortalizaria músicas como “(I can’t get no) Satisfaction” pediu ao fotógrafo que lhes comprasse um pouco de comida em uma venda próxima.

“Eles não tinham dinheiro. Nessa época ganhavam 15 libras por show. Quando voltamos com a comida, vi uma casa com uma grande pixação do outro lado da rua e fizemos as fotos ali”, conta o fotógrafo.

Segundo Townsend, o então representante do grupo, Andrew Oldham, tinha lhes aconselhado a fazer cara de “maus e desagradáveis” nessas fotos que serão exibidas até o mês de janeiro em Salford Quays (Manchester).

Junto a esta sessão inédita dos Rolling serão expostos outros trabalhos de Townsend, também realizados nos anos 60 com personagens como Grace Kelly, os Beatles e Winston Churchill.

O trabalho de Townsend se distingue do de outros fotógrafos de sua geração por seu costume de incluir em seus retratos paisagens e fundos da época, quando o habitual eram os retratos centrados na imagem do personagem.

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Mick Jagger, vocalista dos Rolling Stones, acena

para os fãs durante o Festival de Cannes deste ano

(Foto: Reuters)
 
 
 
 
‘Ladies and gentlemen, The Rolling Stones’ foi filmado em 1972.

Imagens foram registradas durante quatro shows nos EUA.

O documentário “Ladies and gentlemen, The Rolling Stones”, filmado durante a turnê norte-americana de promoção do álbum “Exile on Main Street”, em 1972, vai ser exibido em cinemas na Europa e nos Estados Unidos entre os dias 16 e 29 de setembro. As informações são do site do semanário musical inglês “New Musical Express”.

O filme traz imgens restauradas de quatro apresentações dos Rolling Stones nas cidades de Fort Worth e Houston, além de uma entrevista exclusiva com o cantor Mick Jagger.

Entre os sucessos filmados ao vivo estão “Brown sugar”, “You can’t always get what you want”, “Tumbling dice” e “Jumpin’ jack Flash”.

Entre loucuras e esquisitices, os Rolling Stones fizeram um disco histórico.Foto por Divulgação
A gravadora ST2 Music, representante da internacional Eagle Rock, lançou o importante documentário Stones in Exile, dos Rolling Stones.

O DVD registra as gravações do clássico Exile on Main Street, lançado em 1972 como um álbum duplo e considerado a obra-prima da banda.

Além de ser uma aula de rock and roll, o registro tem uma quantidade substancial de material bônus: raras imagens, fotos de arquivo, entrevistas recentes e até uma tatuagem de brincadeira (feita através de decalque), com o desenho da “língua dos stones”.

O documentário faz parte da promoção do álbum remasterizado, que foi lançado nos Estados Unidos em 18 de maio, junto com um CD que traz dez canções inéditas (o disco também já chegou por aqui).

Em 1971, os roqueiros estavam fugindo dos impostos da Inglaterra e voaram para a França. Segundo eles, lá era mais perto de casa e as leis fiscais eram mais brandas. Não sei se eles conseguiram burlar a rainha, mas que musicalmente funcionou, é fato.

O disco foi gravado em um sombrio porão de uma mansão francesa, usada no passado pela Gestapo, a polícia política da Alemanha nazista. Naquela época, o guitarrista Keith Richards estava consumido pelo uso da heroína e o vocalista Mick Jagger estava mais concentrado em seu novo casamento, com Bianca Jagger. Porém, a segunda guitarra era feita pelo virtuoso blueseiro Mick Taylor.

É emocionante acompanhar as gravações de clássicos, como Happy, Tumbling Dice, Rocks Off, Rip this Joint, Shine a Light, Loving Cup e All Down the Line. E assistir o dia a dia de uma grande banda no auge da criatividade (e loucura).

Se você gosta de boa música, assista.

Serviço

Stones in Exile – The Rolling Stones

Gravadora: ST2

Preço médio: R$ 32,90


No último domingo (23), um site australiano especializado em música divulgou que o baterista Charlie Watts havia deixado o Rolling Stones, por não querer fazer parte de uma nova turnê.

Para complementar, o jornal australiano The Herald Sun confirmou que Steve Jordan entraria no lugar de Watts. Jordan já gravou com artistas renomados como B.B. King, Neil Young e Bob Dylan.

Entretanto, um porta-voz da banda negou a informação. “Ao contrário do que foi informado pelo site da Austrália, queremos deixar claro que o baterista Charlie Watts não saiu do Rolling Stones” – afirmou em nota à imprensa.

Está confirmado o relançamento de “Exile On Main Street”, novo álbum do Rolling Stones. Após 16 anos a banda, vai mais uma vez, ao topo das paradas!

O álbum que fez muito sucesso desde 1972 foi ainda mais comentado que o The Dance (disco novo do Faithless). Numa edição especial, o novo disco está cheio de surpresas para os fãs mais loucos da banda.

O CD está recheado com 18 músicas e ainda 10 faixas bônus. Confira quem são os 10 mais da parada britânica:

1 – Rolling Stones – Exile On Main St

2 – Faithless – The Dance
3 – Plan B – The Defamation Of Strickland Banks
4 – Baseballs – Strike 5
5 – Lady Gaga – The Fame
6 – Keane – Night Train
7 – LCD Soundsystem – This Is Happening
8 – Alicia Keys – The Element Of Freedom
9 – AC/DC – Iron Man 2 OST
10 – Florence and The Machine – Lungs

viaRollingStone

Rolling Stones (Foto: Divulgação)

Em um dos momentos mais turbulentos de sua agitada história, em meados de 1971 os Rolling Stones se refugiaram em uma casa do sul da França para criar sua obra-prima, “Exile on Main Street”, um álbum duplo que volta a ser publicado agora com dez músicas inéditas.

Os Stones tinham fugido do Reino Unido acossados pelo fisco e encontraram abrigo em “Nellcôte”, uma vila alugada pelo guitarrista Keith Richards em Villefranche-sur-Mer (Costa Azul). Na época Richards passava por um de seus períodos de maior dependência da heroína.

Não eram as melhores condições para começar seu décimo álbum de estúdio, mas as canções adicionais incluídas na edição especial do disco, cuja versão remasterizada começa a ser vendida nesta terça-feira (18), demonstravam a fecundidade daquelas sessões de gravação.

Músicas como “Pass the wine (Sophia Loren)”, “Dancing in the light” e “Good time women” não destoam em nada com as 18 canções originalmente publicadas em “Exile on Main Street” de 1972.

Entre as dez canções novas, encontradas durante o processo de reedição do álbum, estão versões alternativas de “Soul survivor” e “Loving cup”, incluídas na edição original do disco.

Supervalorizado?
Mick Jagger chegou a opinar que talvez “Exile on Main Street” fosse supervalorizado, mas o disco mais longo da extensa carreira dos Stones é também o mais apreciado pela crítica e presença constante nas classificações dos melhores álbuns da história.

O sucesso do disco duplo foi imediato e o álbum estreou no topo das paradas, impulsionado pelo single “Tumbling dice”.

A essência de “Exile on Main Street” foi destilada durante as longas noites em que os Stones passaram tocando no porão da casa francesa de Keith Richards, misturando rock com blues, country e gospel.

O produtor Jimmy Miller, que tinha trabalhado nos discos anteriores do grupo, acompanhou Jagger e Richards nestas sessões, ao lado do então segundo guitarrista do grupo, Mick Taylor, do bateirista Charlie Watts e do baixista Bill Wyman.

O baixista era o mais reticente de todos com aquele sistema de trabalho e, na realidade, participou só de algumas das sessões noturnas, às que se uniram o pianista Nicky Hopkins e o saxofonista Bobby Keys.

Após os dias na Costa Azul, “Exile in main street” foi finalizado em Los Angeles e Nova York, com Miller, Jagger, Richards e Don Was como produtores.

Quase três décadas depois do seu lançamento, o álbum mantém todo seu poder como crônica de um período tumultuado, o que separou as décadas de 1960 e 1970.

O disco segue oferecendo, além disso, a leitura do diário de um grupo de músicos que tratava de resistir ao temporal que arrasava suas vidas nesse momento agarrando-se no mastro do rock and roll.

A publicação desta reedição coincide com a estreia de um documentário que reconstrói a gravação do álbum lendário e que Mick Jagger deve apresentar esta semana no Festival de Cannes.
Fonte:G1

Charlie Watts, Mick Jagger e Keith Richards

Os veteranos roqueiros do Rolling Stones se reuniram, na noite desta terça-feira, 11, para o lançamento do documentário “Stones in Exile” e o relançamento do álbum “Exile on Main Street”, no Museu de Arte Moderna de Nova York.