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Jack White, The Edge e Jimmy Page estão em ‘A todo volume’ (It might get loud). (Foto: Divulgação)

Se for ver “A todo volume”, cuidado: você pode querer sair do cinema direto para um show de rock. O inspirado documentário dirigido por Davis Guggenheim – de “Uma verdade inconveniente”, com com Al Gore – transporta o espectador para as mentes criativas de três gerações de roqueiros. O filme registra o primeiro encontro de Jimmy Page (Led Zeppelin), The Edge (U2) e Jack White (White Stripes, Raconteurs e Dead Weather) e revela como cada um deles desenvolveu o som e o estilo de tocar os seus instrumentos favoritos, as guitarras.

Com sessões na 33ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo – a primeira é nesta sexta (23), às 23h30, no Unibanco Arteplex 5 – e previsão de entrar no circuito em novembro, “A todo volume” mergulha nas histórias pessoais dos protagonistas. “O que vai acontecer? Provavelmente um duelo”, diz White, a caminho da reunião. O músico protagoniza a primeira cena do longa, em que aparece construindo um instrumento improvável, rodeado pelas vacas. Ao extrair dele o som inconfundível, conclui: “quem disse que você precisa comprar uma guitarra?”

As trajetórias dos três músicos vão se entrelançando até que finalmente eles tocam juntos em uma jam histórica, bem em frente às câmeras. Mas, até lá, o espectador vai acompanhá-los em uma viagem por diversas partes do globo. Um dos pontos altos é quando a equipe de filmagem entra na casa de Page. A imponente residência do músico nos arredores de Londres nunca havia sido mostrada antes. Sem muita cerimônia, o ex-Led Zeppelin começa a revirar seus discos prediletos – e vai ficando tão animado que pratica air guitar.

Em Austin, Texas, Jack White está tão compenetrado tocando que nem se dá conta que seus dedos estão sangrando. No Tennessee, ele compõe uma canção inédita a pedido do diretor. Do outro lado do mundo, em Dublin (Irlanda), The Edge leva o espectador em uma passeio pelo colégio onde os integrantes do U2 se conheceram, aos 16, 17 anos.

“Passávamos dez minutos arrastando as mesas e cadeiras e a outra parte do tempo tentando fazer música”, recorda. O guitarrista do U2 resume: “Fico louco tentando traduzir o som que eu ouço dentro da minha cabeça. A guitarra é a minha voz.”

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