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A eterna batalha pelo maior share no rentável mercado da música deve ganhar mais um combatente de peso nos próximos meses: o Google. A empresa está em negociações avançadas com gravadoras para criar um catálogo de músicas on line, onde os usuários poderão ouvir pelo celular.
A idéia é bater de frente com a gigante iTunes Music Store, que possui 70% do mercado de música digital há 7 anos e reina absoluta na preferência dos usuários quando o quesito é a compra de música on line. O serviço com a marca Google deve ser lançado até o natal.

[via Eletronicoblog]

A Apple apresentou sua nova rede social musical, a Ping. Segundo revelou o próprio Steve Jobs durante a apresentação da Apple que aconteceu na última quarta-feira, em São Francisco, esta rede social é “totalmente dedicada à música e construída de propósito para o iTunes”. É uma espécie de Facebook e Twitter, mas para música.
No Ping o usuário poderá seguir outros usuários da rede ou artistas, a exemplo do microblog, visualizar o que eles estão ouvindo e que músicas criaram ou compraram durante o dia.

Ali também será possível postar vídeos, fotos, opiniões, resenhas, sugestões de música, e comentar todos estes posts, os próprios ou de outros usuários. Também é possível comprar as músicas e álbuns sugeridos com apenas um clique, já que o Ping funciona no site do iTunes. Para mais informações sobre o Ping, clique aqui.

Via: Gizmodo

Foto: Reprodução

Ferramenta tradicional de buscas do Google aponta resultados específicos relacionados a músicas. (Foto: Reprodução)

O Google deu nesta quarta-feira (28) seu primeiro passo no mercado de música on-line com o lançamento de um serviço de busca de canções na internet. A companhia, no entanto, não permitirá o download dos arquivos em seu portal e apenas levará o internauta a páginas que oferecem conteúdo musical. Por enquanto, a novidade será oferecida somente nos Estados Unidos.

A partir de agora, nos EUA, os usuários que escreverem o título ou trechos de uma música no campo de busca da página tradicional do Google verão entre os resultados links para ouvi-la. Quem clicar nesses links poderá ouvir a música procurada em parte ou na íntegra em sites de parceiros do Google como Lala e iLike, de propriedade do MySpace.

Não será possível baixar a canção diretamente da página da Google, mas haverá links para páginas de parceiros do buscador que oferecem o download. Também haverá entre os resultados links para portais como Rhapsody e Pandora, para que o internauta possa encontrar música relacionada ao que foi procurado no buscador da Google.

“Esse é apenas o primeiro passo para fazer com que as buscas sejam mais musicais”, diz a postagem sobre o serviço no blog da companhia, assinada por Murali Viswanathan, gerente de produto, e Ganesh Ramanarayanan, engenheiro de software.

O Google reconhece que o espectro musical é imenso e muitas canções não estarão disponíveis, mas espera melhorar o serviço com o tempo.

Tico Santa Cruz (ao centro), do Detonautas, é a favor da música ‘livre’. (Foto: Divulgação)

A decisão inédita no Brasil do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJ-PR) em favor das gravadoras contra o software de compartilhamento de arquivos (P2P) K-Lite Nitro, divulgada nesta sexta (18), pegou muitos artistas de surpresa. Pela decisão, a empresa Cadari Tecnologia da Informação e outros, responsáveis pelo desenvolvimento e manutenção do K-Lite Nitro, estão proibidos de disponibilizar o software P2P, enquanto não forem instalados no software filtros capazes de evitar a troca ilegal de arquivos protegidos por direitos autorais. A ação foi movida pela Associação Protetora dos Direitos Intelectuais Fonográficos (Apdif), que atualmente faz parte da Associação Antipirataria de Cinema e Música (APCM) e representa as cinco maiores companhias fonográficas do país – EMI, Som Livre, Sony Music, Universal Music e Warner Music. “Como músico acredito que a música é livre para as pessoas ouvirem da forma que quiserem. Agora, do lado de quem trabalha na indústria, tem que haver um meio termo para que as pessoas que trabalham e vivem da música possam ser recompensadas pelo seu trabalho. Afinal, a música surge de muito trabalho, que envolve muita gente. Mas qualquer visão radical me soa um pouco descabida. Acredito que essa questão devia ser levada ao público. As gravadoras têm que entender que a tecnologia chegou, a internet está aí, e não tem mais volta. Como músico, não sou contra as pessoas baixarem minhas músicas de graça. Eu mesmo já disponibilizei minha música de graça, mas tive que me entender depois com a minha gravadora”. – Tico Santa Cruz (Detonautas).

“Sou favorável ao download livre, mas acredito que deva ter autorização dos artistas e autores [para a disponibilização]. Difícil de controlar. A juventude de hoje está super habituada a usar a internet. É uma pena que tenham que proibir. O ideal é que o artista assinasse um documento autorizando o uso de seu traballho na internet. Sou favorável ao download por acreditar que funcionem como um cartão de visitas do artista. É até antipático tentarem limitar isso. Acho que seria justo ter uma autorização dos artistas, ter um certo controle disso. Ano a ano aumenta a quantidade de download pago. Ás vezes até é cobrado um valor simbólico. Cabe o bom senso, de saber a hora de vender e a hora de ceder”. – Edgard Scandurra (Ira!).

Revelada pela internet, a cantora inglesa Lily Allen, que se apresentou essa semana no Brasil, declarou em seu blog ser parcialmente contra o download ilegal de músicas, em post publicado na segunda-feira (14). A mensagem foi uma resposta à matéria publicada na semana passada no jornal britânico “Times”, em que integrantes de bandas como Radiohead e Pink Floyd – que formaram o grupo chamado Featured Artists Coalition – declararam-se contra o projeto de lei britânico semelhante ao aprovado na França que visa desconectar o usuário que fizer download ilegal.

Allen discorda da opinião do grupo, de que trocar arquivos pela internet “é como samplear, como gravar uma fita da coleção de um amigo”. “Essas fitas mixadas e gravações feitas do rádio são bem diferentes do compartilhamento de arquivos que acontece hoje. Fitas gravadas em casa tinham uma qualidade ridícula – você ia comprar o disco, porque gostava de uma faixa e queria ouvi-la sem ter um locutor falando por cima do final da música. No mundo digital, faixas pirateadas são tão boas quanto as compradas, por isso não há razão para procurar por melhor qualidade”, postou a cantora. “Falando assim, até parece que estou do lado dos donos das gravadoras. Não estou”, garante a artista, preocupada com os futuros investimentos na indústria da música. “Mas à medida em que eles perdem muito dinheiro para a pirataria, eles não vão cortar os próprios salários – eles param de investir em direção artística”. “É estúpido o fato de que adolescentes não podem comprar nada na internet, forçando-os a roubar o cartão de crédito da mãe ou baixar discos de graça. É sobre isso que os donos de gravadoras, artistas, provedores de acesso à internet e o governo deveriam estar discutindo”, completou.

Justiça do Paraná proíbe empresa brasileira de oferecer o software P2P K-Lite. (Foto: Divulgação)

Em decisão inédita, o Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJ-PR) decidiu pela condenação de um desenvolvedor nacional de software de compartilhamento de arquivos (P2P), em ação movida pela Associação Protetora dos Direitos Intelectuais Fonográficos (Apdif).

De acordo com a decisão, a empresa Cadari Tecnologia da Informação e outros, responsáveis pelo desenvolvimento e manutenção do K-Lite Nitro, estão proibidos de disponibilizar o software P2P, “enquanto nele não forem instalados filtros que evitem que as gravações protegidas por Direito Autoral de titularidade das companhias representadas pela APDIF do Brasil sigam sendo violadas de forma maciça e constante pelos usuários do referido software”.

Ainda segundo a decisão unânime, relatada pelo desembargador Adalberto Jorge Xisto Pereira, o K-Lite Nitro tem “intuito de lucro baseado na venda de espaço publicitário, é ilegal e viola a lei de Direito Autoral (Lei 9.610/98) e o Código Penal brasileiro”.

Representante das cinco maiores companhias fonográficas do país (EMI, Som Livre, Sony Music, Universal Music e Warner Music), a Apdif atualmente faz parte da Associação Antipirataria de Cinema e Música (APCM).

Segundo o presidente da Apdif e da Associação Brasileira dos Produtores de Discos (ABPD), Paulo Rosa, a decisão inédita no país sobre redes de compartilhamento de arquivos estabelece um precedente na Justiça brasileira “importantíssimo” em relação aos direitos autorais sobre músicas e outros conteúdos protegidos na web.

“Não se trata de uma decisão contra uma determinada tecnologia, mas sim contra um modelo de negócio criado e explorado economicamente, cujo principal atrativo é a violação contínua e em larga escala de Direitos Autorais consagrados em nossa Constituição Federal e em legislação específica”, afirmou Rosa.

“Tecnicamente, essa decisão está muito próxima da perfeição, em pé de igualdade com decisões dos EUA e outros países do mundo. Não se trata de uma decisão contra a tecnologia, nem contra a neutralidade e a liberdade da internet. Mas sim de usar a tecnologia de forma responsável”, avaliou Rosa, acrescentando que as gravadoras vão cobrar para que sejam aplicados os filtros de conteúdo no K-Lite Nitro, para que a ferramenta barre o upload e o download de conteúdo protegido por direito autoral.

‘Marketing do medo’

Réu no processo movido pela Apdif, Luciano Cadari se defende das acusações, dizendo que vai recorrer da decisão, já que em momento algum fez propaganda em favor da pirataria. “Nossa ferramenta é usada para compartilhar arquivos. Nunca induzimos ninguém a baixar conteúdo ilegal. Pelo contrário, sempre deixamos claro, com avisos para que os internautas não utilizem o software para fins de pirataria”, afirmou ao G1. “Me pegaram para Cristo para fazer o marketing do medo”.

Segundo Cadari, o sofwtare K-Lite Nitro foi baseado no programa de código aberto KCEasy e não tem o objetivo de infringir direitos autorais, apesar da “potencialidade” de download ilegal. “É como uma faca, que tem a potencialidade de matar. Um carro também tem a potencialidade de matar, em acidentes de trânsito. Por que não são proibidos também?”, questiona.

“Estão colocando a culpa da queda nas vendas da indústria fonográfica em uma empresa de fundo de quintal de Curitiba”, disse Cadari, cuja empresa tem quatro funcionários. “A guerra não é só contra mim; é contra todos os internautas brasileiros, contra a liberdade de expressão”.

Como parte de tentativa de ganhar audiência maior, a Royal Opera pediu ao público para enviar via Twitter suas contribuições. (Foto: Reprodução )

Uma ópera escrita pelo Twitter sobre religiosos, demônios e pássaros será apresentada em Londres neste fim de semana, depois que a Royal Opera House britânica compôs um libreto a partir do popular site de microblog.

Como parte de uma tentativa de ganhar uma audiência maior, a Royal Opera pediu há três semanas ao público para enviar via Twitter suas contribuições para ajudar a criar a história.

Até o momento, cerca de 900 pessoas usaram o site para enviar mensagens de até 140 caracteres, e o volume gerou conteúdo suficiente para uma ópera de sete atos, afirmou a porta-voz da Royal Opera, Sara Parsons.

“Quando o porco voar, esses pássaros vão chorar, e para sempre deixarão a tortura para o demônio. Traga-me um porco!”, foi uma das contribuições enviadas on-line.

Partes da ópera, com duração de 20 minutos cada, serão executadas no sábado (5) e domingo (6) em Londres, com o fórum para contribuições ainda aberto para sugestões públicas em www.twitter.com/youropera.

A ópera Twitter, interpretada por dois cantores, usará melodias de ópera familiares juntamente com canções originais compostas por Helen Porter.

O governo britânico cogita restringir o acesso à internet dos usuários que fazem downloads ilegais na rede, medida adotada na França e depois declarada inconstitucional.

O Ministério de Negócios do Reino Unido, comandado por Peter Mandelson, comunicou nesta terça-feira (25) que estuda a adoção de algumas medidas técnicas contra a pirataria virtual.

Além de exigir dos provedores os dados dos internautas que fazem downloads ilegais, o governo quer entregar essas informações àqueles que têm seus direitos autorais e de propriedade intelectual violados.

Em meados de junho, o Executivo de Gordon Brown já tinha dito que a Ofcom, a agência reguladora do setor de telecomunicações, ganharia mais poderes para atuar contra pessoas que frequentemente baixam filmes e música de forma ilegal na internet.

Uma das ideias do Governo britânico é “bloquear o acesso a sites de download, reduzir a velocidade da banda larga ou cortar temporariamente a internet” dos piratas virtuais.

Essa última medida seria adotada apenas “como último recurso contra os piratas”, disse o Ministério de Negócios, que está recebendo sugestões de usuários e membros do setor antes de tomar uma decisão definitiva.