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O aclamado álbum “Kill `Em All” do Metallica será relançado em disco de vinil. A edição de colecionador ganhará um LP vermelho sangue, que remete diretamente à violenta capa com a arte de um martelo sobre uma poça de sangue.

“Kill `Em All” foi o primeiro disco de estúdio do Metallica lançado em 1983. À época, a banda composta por James Hetfield, Lars Ulrich, Kirk Hammet e Cliff Burton mostrava um som muito diferente do que conhecemos da banda hoje, com riffs mais agressivos e um vocal ligeiramente mais imaturo de Hetfield.

Os fãs que desejam ter o LP precisam ficar atentos para garantir o seu, pois os produtores colocarão apenas mil cópias à venda. Confira abaixo a lista de faixas presentes no relançamento:

Lado A:

01. “Hit the Lights” 4:18

02. “The Four Horsemen” 7:15

03. “Motorbreath” 3:10

04. “Jump in the Fire” 4:43

05. “(Anesthesia) Pulling Teeth” 4:16

06. “Whiplash” 4:12

Lado B:

01. “Phantom Lord” 5:04

02. “No Remorse” 6:28

03. “Seek & Destroy” 6:57

04. “Metal Militia” 5:13

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Capa dos discos de Pitty, Nação Zumbi, Cachorro Grande e Fernanda Takai, que ganham reedição em vinil (Foto: Reprodução)
Os primeiros álbuns da nova fase da Polysom, única fábrica de vinis em funcionamento no Brasil, estão sendo lançados neste mês pela gravadora Deckdisc. “Cinema” da banda Cachorro Grande, “Onde brilham os olhos seus” de Fernanda Takai, “Fome de tudo” da Nação Zumbi e “Chiaroscuro” de Pitty, foram os discos escolhidos para ganhar reedições no novo formato.

As bolachas têm tiragem limitada e prensagem em alta-fidelidade. “Seguimos os padrões mundiais para cada pequena coisa, os padrões que sempre deram certo. Não há improviso. A pressão da caldeira, o calor emanado, a resfriação, a niquelagem, o corte do acetato, as dimensões dos discos e rótulos, tudo isso tem que seguir à risca uma cartilha. Por isso demoramos tanto tempo para reabrir”, explica João Augusto, presidente da Deckdisc, que comprou a Polysom em 2009.

Renascimento dos vinis

Em 2009, as vendas de vinis subiram 50% nos EUA segundo dados divulgados pela Soundscan, e João acha que a tendência deve se refletir no Brasil. “A nossa produção pode chegar a 40 mil discos por mês. Acredito numa demanda alta porque já tem muitos interessados”, declarou em entrevista ao G1 em julho do ano passado.

Os artistas também se dizem contentes em terem seus discos lançados no formato. “É um sinal de prestígio”, afirma Fernanda Takai. “Nunca pensei que isso fosse acontecer outra vez. Fiquei contente por ter sido uma das primeiras nesse lançamento.”

Fernanda diz que sua coleção de discos não é muito grande. “Não tenho também uma coleção muito extensa de CDs. Costumo ter tudo dos artistas que gosto mais”, confessa, listando entre suas joias “EPs do Duran Duran com faixas raras e uns discos infantis, como o ‘Pluft, o fantasminha’, com capa do Juarez Machado” .

A vocalista do Pato Fu conta que gosta da praticidade do CDs, mas que também aprecia o impacto visual dos vinis. “Eu confesso que não tenho restrições ao som do CD, mas ter aquele espaço todo no projeto gráfico do vinil é sempre muito atraente. Talvez o que seja mais diferente nisso tudo é o ritual de pegar o disco, trocar o lado, ter um envolvimento mais físico outra vez.”

Colecionador de ‘bolachas’

Pupilo, baterista da Nação Zumbi, é um colecionador mais afoito. Diz que guarda em torno de 1.500 “bolachas” em casa, citando “Os Afro Sambas” de Baden Powell e Vinícius de Morais e discos do outsider novaiorquino Moondog e do mestre das guitarradas Aldo Sena entre suas preciosidades.

O músico acha que o lançamento em vinil de “Fome de tudo”, disco mais recente do grupo, é também um presente para os fãs. “Essa edição mostra o quanto é importante prestigiar os fãs com uma qualidade sonora excelente.”

Nação, Fernanda, Cachorro Grande e Pitty se reúnem nesta terça-feira (23) em São Paulo para uma noite de autógrafos comemorando os novos lançamentos. Com entrada franca, o evento acontece na Livraria Cultura do Conjunto Nacional (Av. Paulista, 2073) a partir das 18h.

Fábrica vai voltar a fabricar discos de vinil em 2009. A foto mostra Carlinhos, dono da loja de LPs Disco 7, em São Paulo.

O disco de vinil vai bombar no Brasil. A previsão é de João Augusto, novo dono da Polysom, única fábrica de LPs da América Latina. Localizada em Belford Roxo, no Rio de Janeiro, ela ficou desativada até ser comprada pelo presidente da Deckdisc, no início deste ano. Prestes a voltar a funcionar, a empresa não tem vínculos com a gravadora e deve produzir 40 mil peças por mês, segundo ele contou ao G1.

“A Polysom é uma companhia inteiramente independente que vai atender a todas as gravadoras. A Deckdisc vai ser tão cliente dela quanto as outras gravadoras e os artistas independentes. Há uma gama muito grande de independentes que tem essa demanda por vinil”, diz João Augusto.

Na era do MP3, disco de vinil recupera espaço entre os fãs de música

A data da conclusão da reforma, que começou em maio, depende de diversos fatores, mas a Polysom deve reabrir suas portas “ainda este ano, com certeza”. De acordo com o proprietário, a capacidade de produção será de 40 mil discos por mês. “Isso só no começo, depois pode aumentar. Acredito numa demanda alta porque já tem muitos interessados.”

Como não se fabrica mais maquinário para prensar discos de vinil, todo o equipamento da Polysom é reaproveitado. “Tudo está sendo recuperado, desde a mesa de corte até as prensas. A gente desmonta e troca várias peças, mas a carcaça é a mesma de décadas atrás.”

A Polysom vai vender o produto semi-acabado. Caberá às gravadoras colocar a capa, embalar e vender. O preço final também vai depender delas. “No que diz respeito ao custo de fabricação do vinil aqui, estou tentando fazer com que o preço seja duas vezes e meia menor do que lá fora”, diz João Augusto. “Vou conseguir fazer aqui um produto muito mais barato do que o que vem de fora. O problema do Brasil é que as taxas são muito altas.”

Nos Estados Unidos, as vendas de discos de vinil aumentaram 50% em relação ao ano passado, de acordo com dados divulgados pela Soundscan. Segundo a empresa, a estimativa é que sejam vendidos 2,8 milhões de LPs no país até o final do ano – esta é a marca mais alta desde que a Soundscan passou a acompanhar o setor, em 1991.

‘Da lama ao caos’ completa 15 anos e ganha reedição em vinil

A gravadora Sony acaba de lançar a série “Meu Primeiro Disco”, que traz de volta ao mercado álbuns históricos num formato de luxo em edição limitada. Cada exemplar contém o LP original com áudio remasterizado fabricado nos EUA e um CD.

A primeira edição do projeto reúne os trabalhos de estreia de Chico Science & Nação Zumbi, Vinícius Cantuária, Engenheiros do Hawaii, Inimigos do Rei e João Bosco. Serão 30 títulos ao todo, incluindo álbuns do Skank, Zé Ramalho, Sérgio Dias e Maria Bethânia. Cada disco custa em torno de R$ 150.

“‘Da lama ao caos’ é o primeiro e mais importante disco de nossa carreira”, diz Lúcio Maia, guitarrista da Nação Zumbi. “Ali estão as ideias de anos de expectativa por uma consolidação profissional. Tudo aconteceu da melhor maneira possível. Não imaginávamos que um dia o álbum seria tão importante para a música brasileira. Mudamos o conceito de ‘MPB é uma m…, o negócio é imitar gringo’”, reflete o músico, que só compra vinil.

“Não sei quantos LPs eu tenho, mas minha coleção tem de tudo. A maior parte de música brasileira, depois jazz, depois Jamaica, alguns de funk, outros de rock, vários do Fela Kuti, Hendrix, trilhas sonoras…”

My Chemical Romance (Foto: Charline Messa / G1)

A banda norte-americana My Chemical Romance já disponibilizou para pré-venda, em seu site, o vinil de 12 polegadas com a versão do grupo para a música “Desolation row”, de Bob Dylan. A faixa foi gravada especialmente para a trilha sonora da versão cinematográfica de “Watchmen”.

O vinil é um “picture disc” – ou seja, ao invés de uma única cor, a superfície do disco contém uma imagem, no caso do single, com a arte do filme. O disco custa US$ 11,99 (em torno de R$ 27) e será enviado para os compradores no dia 27 de janeiro. O lado B do disco é a instrumental “Prison fight”, que também faz parte da trilha do filme e foi composta por Tyler Bates.

A volta por cima

Publicado: janeiro 13, 2009 em Vinil

Radiohead, o grupo líder nas vendas de vinil e que em breve se apresenta no país(Divulgação)

A venda do vinil surpreendeu o mercado fonográfico em 2008. Durante todo o ano, mais de 1,8 milhão de unidades foram vendidas apenas nos Estados Unidos, um crescimento de 89 % em relação ao ano anterior.

Segundo informações da SoundScan, sistema que acompanha a venda de músicas pelos Estados Unidos e Canadá, o recorde anterior é do ano 2000, quando foram vendidos cerca de 1,5 milhão de discos.

Em 2007, apenas 990 mil unidades dos famosos bolachões foram vendidos. No ano de 2008, mesmo com a queda de 14% na vendagem de álbuns em todos os formatos (CD, downloads, ringtone e vinil), os números relacionados ao vinil surpreendem.

De acordo com o ranking divulgado pelo site LA Weekly´s, o disco mais vendido no ano passado foi o In Rainbows (2007), do grupo Radiohead. Abbey Road (1969), dos Beatles ficou em segundo lugar, seguido por Chinese Democracy (2008), do Guns n´Roses.

Confira abaixo a lista dos 10 vinis mais vendidos em 2008 nos Estados Unidos.

1. Radiohead – In Rainbows: 25.800 unidades
2. The Beatles – Abbey Road: 16.500 unidades
3. Guns n’ Roses – Chinese Democracy: 13.600 unidades
4. B-52’s – Funplex: 12.800 unidades
5. Portishead – Third: 12.300 unidades
6. Neutral Milk Hotel – In the Aeroplane Over the Sea: 10.200 unidades
7. Pink Floyd – Dark Side of the Moon: 10.200 unidades
8. Fleet Foxes – Fleet Foxes: 9.600 unidades
9. Metallica – Death Magnetic: 9.400 unidades
10. Radiohead – OK Computer: 9.300 unidades