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Dose de classe

Publicado: novembro 26, 2008 em Wisky

Fotos: Getty Images

A nobre bebida dos lordes escoceses, para muitos, é tida como um estilo de vida. Um brasileiro chamado Claive Vidiz é a maior prova disso. Após colecionar durante 35 anos as mais variadas garrafas de whisky, ele vendeu o seu legado de 3.384 exemplares (considerado o maior do mundo) para a líder mundial no setor de bebidas, a Diageo, da Escócia. Raridades e consagradas marcas estão presentes na coleção, que carrega apenas produções escocesas. Todas serão expostas com o nome de Claive Vidiz Scocth Whisky Collection.

Ninguém sabe ao certo onde a água da vida – assim conhecida pelos cidadãos do Reino Unido – surgiu, porém as técnicas de destilação foram aprimoradas pelos celtas, o que faz da Escócia a capital do whisky. As condições climáticas e geográficas do país favorecem a produção, fazendo com que 94% da iguaria consumida no mundo seja desta região.

Tipos da bebida

Malte – É a mais antiga, surgiu em 1494. Apresenta 100% de cevada, sua destilação é feita em alambiques de cobre. No total, são 90 destilarias deste tipo.

Grão – Possui um teor mais leve, algo mais frutificado. Direcionado mais ao público feminino, desde 1830. São oito destilarias que produzem, de forma contínua, a bebida.

Blended – Combina os dois tipos anteriores em busca de um sabor mais suave, porém encorpado. Esse processo é feito por um Master Blender, cargo máximo das destilarias de whisky.

Os whiskies são produzidos para serem degustados puramente. Ou seja, nada de gelo. O famoso cowboy. A especialista Fernanda Ayoub ainda informa que, para sentir o verdadeiro sabor da bebida, não há segredo. “Um copo bem limpo, de preferência em estilo tulipa, já é o necessário. Basta tomar aos poucos e sentir o aroma. Em algumas ocasiões, você pode misturar com um pouco de água para suavizar”, revela.

Famosos e populares

Na classificação dos mais consumidos, o Standard, cuja idade atinge até oito anos, está em primeiro lugar, enquanto os chamados Blendeds nunca passam dos seis. Até os 12 anos, a bebida é classificada como Premium, já de 15 a 18, ela passa a ser chamada de Super Premium.

Johnnie Walker. Esse nome é sinônimo de whisky em qualquer País. A versão Red Label é a mais consumida e conhecida do planeta e o Brasil é o quarto principal mercado da marca, atrás somente dos Estados Unidos, das lojas do Freeshop e da Grécia. De acordo com o Instituto de Pesquisa Nielsen, no segmento Standard, o Red Label domina 50% da preferência. Uma garrafa de 1 litro custa entre R$ 70,00 e R$ 100,00.

A marca The Macallan pode não ser tão famosa quanto a do senhor Johnnie, sendo que muitos no Brasil nunca ouviram falar dela, mas, em contrapartida, uma garrafa desta destilaria, da safra de 1926, envelhecida durante 60 anos, é a mais cara do mundo. A coleção, em si, já foi totalmente vendida e cada exemplar custou R$ 92 mil. Porém, quem quiser provar pode se dirigir a um hotel-cassino, em Atlantic City, e pedir por uma dose no valor de R$ 8 mil.

As produções nacionais ficam mais em conta para o bolso brasileiro. Marcas conhecidas, como Passport, Old Eight, Teachers e Bells, custam, no máximo, R$ 45,00. Esses são produzidos no Brasil, mas importam maltes escoceses para a composição. Entre os estrangeiros, como Ballantines, Chivas Regal, Grants e Jack Daniels, os valores começam em R$ 80,00 e variam de acordo com produção e envelhecimento.